terça-feira, 1 de março de 2011

O porquê de ser espírita

Octávio Caúmo Serrano

Em todas as religiões, há pessoas boas e pessoas más; pessoas caridosas e pessoas insensíveis, diante do sofrimento alheio.
Qual é, em sendo assim, a vantagem de ser espírita, se podemos ser bons, em qualquer doutrina, até mesmo nas orientais, que não têm o Cristo como Mestre?
A resposta é simples: o conhecimento que adquirimos, pelas orientações do Espiritismo, facilita o entendimento, e nos cria desejos de mudança, frente aos quadros da vida comum. Só quem compreende que a reencarnação reflete a justiça das Leis de Deus, além de nos dar oportunidades de recomeço e consertos dos equívocos do passado, pode investir, com convicção, na vida atual.
O espírita tem consciência de que não sofre o que não merece e lhe seja útil. Sabe que, embora lhe doa como dói em qualquer um, não se sentirá punido pelo Criador, porque sabe que é cobrado por si mesmo. Já diz o Livro dos Espíritos que a Lei de Deus está escrita na consciência dos homens. Logo, fazer o certo ou o errado é opção de cada um; chama-se livre-arbítrio.
O espírita sabe que está colhendo, nesta encarnação, os frutos da árvore plantada em recente ou remoto passado espiritual. Sabe, também – e isso é o mais importante –, que está plantando árvores novas, na vida presente, todos os dias, que produzirão frutos a serem colhidos no futuro. Se o que plantar for de má qualidade, só colherá frutos amargos.
O Espiritismo deixa claro que Deus nem salva nem castiga, nem pune nem perdoa, porque Ele é simplesmente a LEI. Quem caminha favoravelmente às Leis Divinas é calmo, paciente, alegre, resignado, verdadeiro, disciplinado. Quem faz o caminho inverso é aflito, insatisfeito, irritadiço, macambúzio e vive reclamando da vida. Nada o contenta e se sente vítima das injustiças de Deus e dos homens.
É por isso que vale a pena ser espírita. Enquanto outras doutrinas oferecem o céu, com facilidade, e, às vezes, mediante pagamento, o Espiritismo fala de uma luta titânica que o homem tem de empreender consigo mesmo, para avançar um mínimo, na escala da espiritualidade. Isso é uma verdade, porque é conquista definitiva e de mérito próprio.
Por viver num mundo de dores, num planeta que está de acordo com a imperfeição dos homens que o habitam, é preciso muito esforço para avançar um pouco. E o pouco que se consegue é altamente recompensado pelo bem-estar e serenidade que conseguimos.
Sem saber o porquê, ninguém terá vontade de lutar. E o Espiritismo ensina por que lutar vale a pena.
Vamos em frente!

5 comentários:

Gabriel disse...

Sou espiritualista faço parte da doutrina do Vale do amanhecer.Acredito q ñ somos obrigados a plantar nada mais sim a colher tudo q plantamos.

Anônimo disse...

Não convence de jeito nenhum. Qual nossa missão na terra entao? Já que vamos morrer e voltar em alguma reencarnação? Na Bíblia (livro da verdade *pra vcs q nao conhecem*) no livro de Hebreus, capítulo 9, versículo 27 diz: E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo. Outra coisa, não existem "espíritos maus e bons". Isso é demônio e se tiver alguma duvida, peguem a BÍBLIA e leiam pq nela a verdade é absoluta!

Maria Losé disse...

Para falar sem conhecimento de causa tem mesmo q se esconder no anonimato. Quem disse que espírita não estuda a Bíblia? Como disse Chico Xavier, SOBRE O QUE VOCÊ NÃO CONHECE, NÃO FALE NEM BEM, NEM MAL, por correr o risco de estar cometendo enganos.

lipe disse...

Exatamente!

lipe disse...

Antes de analisarmos os textos bíblicos, tenhamos em mente o que: quando foi escrito, porque foi escrito e para quem foi escrito.