terça-feira, 12 de outubro de 2010

Desprezo à fé

Ricardo Orestes Forni

“O desprezo à fé, antes de significar preciosa conquista da inteligência que se supõe superdotada, revela pobreza de percepção como riqueza da vã cultura, que não enxuga as lágrimas do coração, nem acalma as inquietações que somente a fé consegue dulcificar, apaziguar.” – Joanna de Ângelis.

A revista VEJA em sua edição 2173, de 14 de julho de 2010, entrevista, nas páginas amarelas o cientista americano, Craig Venter que há dez anos conseguiu o mapeamento do genoma humano, ou seja, o arquivo bioquímico hereditário em 23 pares de cromossomas que cada pessoa traz ao nascer.
Quando perguntado se tinha alguma coisa contra Deus, o cientista afirma que não acredita Nele.
Diante da citação que o geneticista Francis Collins que também é responsável pelo mapeamento do genoma humano e que é cristão fervoroso, perguntam a Craig Venter se é possível conciliar religião e ciência. A resposta é categórica: “Não. É muito difícil ser um cientista de verdade e acreditar em Deus. Se um pesquisador supõe que algo ocorreu por intervenção divina, ele deixa de fazer a pergunta certa. Sem perguntas certas, sem questionamentos, não há ciência. O ser humano sempre tenta achar uma força misteriosa para explicar suas falhas, fraquezas e dúvidas. Mas a vida começa com o nascimento e termina com a morte. Se todas as pessoas aceitassem isso, aproveitariam mais sua vida, exigiriam mais de si mesmas e não desperdiçariam chances.” (destaques do autor)
Discordamos totalmente do eminente cientista. Exatamente por crermos em Deus é que fazemos as perguntas certas. Por que o deficiente mental ao lado do gênio? Por que o deficiente físico ao lado do atleta? Por que existe o que recolhe o alimento do lixo ao lado daquele que vive a fartura? Por que encontramos os que são capazes de amar convivendo com os cultuadores do ódio? Por que o milionário ao lado do miserável? Quem não crê nesse Ser, origem de tudo, é que não têm razão para indagar.
Se a vida começasse no berço e se encerrasse no túmulo como acredita o eminente cientista, aí sim não haveria o que perguntar, o que buscar. Deus é o norte eterno a nos convidar para a perfeição possível de ser atingida. Não há uma força misteriosa como declara o cientista para explicar nossas falhas, nossas fraquezas, nossas dúvidas. Ela é bem visível, bem palpável, quando nos abre o convite à perfeição.
Afirma Craig Venter que se todas as pessoas aceitassem o nascimento e a morte como uma realidade compreendida nesse espaço muito curto aproveitariam melhor a vida, exigiriam mais de si mesmas e não desperdiçariam chances. E aqueles que morrem minutos após o nascimento, como aproveitariam esses segundos de existência se a morte fosse o fim? Exigir mais de si mesmo para quê se o túmulo fosse o reduto final de toda uma luta? Exatamente por crer na imortalidade é que os espiritualistas procuram aproveitar as chances, porque sabem que elas representam um investimento seguro numa vida que não cessa na destruição de um túmulo vazio.
Ensina Joanna de Ângelis no livro Após A Tempestade, na página que tem o mesmo título desse artigo, o seguinte: “O homem transferiu-se, então, do totalitarismo da fé para o servilismo da descrença. Das argutas ciladas do enigmático aceitar sem perquirir, surgiu o indagar sem fim, para raramente aceitar. A “razão” depôs a fé ancestral e irrigou as mentes com exigências superlativas, como realizando um desforço suposto necessário, tentando padronizar todas as coisas e leis, e submetendo-as às apaixonadas dimensões dos seus cálculos, conceitos e caprichos, novos na forma e antigos na imposição.”
Como também ensina Joanna, aos múltiplos séculos de obscurantismo e prepotência da “fé cega”, somam-se as graves transformações que ora se verificam no comportamento humano, embora as exuberantes conquistas da inteligência que parece haver solucionado os magnos problemas da vida. Será que resolveu mesmo? Na revista Seleções READER´S DIGEST, edição de julho de 2010, página 19, um jovem e promissor astrofísico brasileiro que trabalha no deserto de Atacama, no Chile, procura no céu as respostas para as perguntas de onde viemos e para onde vamos. Esse engano nos é esclarecido por Emmanuel na página Fazer Luz quando ensina “Diz o Apóstolo Paulo: acolhei o que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões.” É que para chegar à cultura, filha do trabalho e da verdade, o homem é naturalmente compelido a indagar, examinar, experimentar, e teorizar, mas, para atingir a fé viva, filha da compreensão e do amor é forçoso servir. E servir é fazer luz.”
Talvez a luz dos cientistas que descrêem da existência de Deus brilhe por fora se preparando, pacienciosamente, para um dia iluminar o interior de cada um deles...

Ideal espírita


Redação

Todas as nossas reencarnações pregressas nos preparam para a que estamos vivenciando agora.
Trata-se de uma reencarnação-chave, em nossa trajetória evolutiva.
Estamos mais preparados, até pelo muito sofrer, para tomar, como roteiro de nossas vidas, o conjunto dos ensinamentos de Jesus, hoje compreendidos à luz da Doutrina Espírita.
O ideal espírita atende às nossas necessidades mais íntimas de aprendizado e nos aponta o caminho a seguir, tanto em termos de busca do autoconhecimento como de aprimoramento espiritual e moral, no campo da reforma íntima.
A autoridade da Doutrina Espírita, fruto da universalidade dos ensinos dos Espíritos, satisfaz as exigências da nossa razão e sensibiliza o nosso coração, ansioso por alcançar padrões mais elevados, na qualidade dos sentimentos.
Com base nos alicerces da Terceira Revelação, o ideal espírita nos conclama a mais e melhor policiarmos a nossa mente, na emissão dos pensamentos, para que sejam positivos e construtivos.
Abarcando, pela lógica, as experiências do passado e, conhecendo o que vislumbra a vida futura, o ideal espírita nos ajuda a fazer o melhor uso possível do presente, dádiva celeste para o nosso desenvolvimento espiritual.
O ideal espírita nos conscientiza de que a reencarnação não tem um fim em si mesma, mas representa meio de progresso, um elo entre as existências já vivenciadas e as que virão.
É provável que já tenhamos vivido em outros planetas e que outros venhamos a habitar, pois há muitas moradas na casa do Pai. Entretanto, a existência presente representa momento fundamental para o exercício de desapego ao materialismo, sacrificando o egoísmo e o orgulho, na busca de virtudes ainda não alcançadas.
O advento do Espírito de Verdade, ou seja, a codificação da Doutrina Espírita por Allan Kardec, tem essa finalidade: de maneira voluntária e consciente, sermos perseverantes no cultivo do ideal espírita.
Se nosso espírito alcançou patamares de inteligência que nos permitem compreender a grandeza e a importância da Doutrina Espírita para o progresso da Humanidade, urge envidar esforços, no sentido de buscar a simplicidade e a pureza de coração.
Os princípios filosóficos do Espiritismo nos esclarecem; a ciência espírita nos ajuda a conduzir, com equilíbrio, a interação entre os dois planos da vida; a fé espírita nos faz crer no poder da oração, com vistas a nos fortalecermos, para cumprirmos todos os deveres da presente programação reencarnatória.
O ideal espírita nos conduz à prática da caridade, em todos os seus matizes, tanto a material como a moral, na família e fora dela.
Faz-nos compreender a lei de ação e reação, a bondade e a justiça de Deus.
Faz-nos entender que Jesus é o modelo maior a ser seguido.
Conscientiza-nos de que é importante zelar pelo lado material do nosso ser, mas que não podemos nem devemos olvidar o espiritual.
O ideal espírita nos esclarece que pelas obras é que se reconhece o cristão – obras de caridade e amor.
Ajuda-nos a carregar nossa cruz, sem murmurar, por saber que expiações e provas fazem parte do contexto evolutivo em que nos encontramos.
O ideal espírita nos faz perseverar na tarefa, por mais árdua que ela seja.

Confia sempre

Não percas a tua fé entre as sombras do mundo.
Ainda que os teus pés estejam sangrando, segue para frente, erguendo-a por luz celeste, acima de tio mesmo.
Crê e trabalha.
Esforça-se no bem e espera com paciência.
Tudo passa e tudo se renova na Terra,
mas o que vem do céu permanecerá.
De todos os infelizes, os mais desditosos são os que perderam a confiança em Deus e em si mesmos, porque o maior infortúnio é sofrer a privação da fé e prossiguir vivendo.
Eleva, pois, o teu olhar e caminha.
Luta e serve. Aprende e adianta-te.
Brilha a alvorada além da noite.
Hoje, é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com a aflição ou te ameaçando-te com a morte.
Não te esqueças, porém de que amanhã será outro dia.

Meimei

Descanso

Emmanuel

Tempo de reprovação
Recorda sombra espessa.
Entretanto, não temas,
Pensa em Deus e confia.
Trovões ameaçadores
Podem rugir á noite.
Forças da tempestade
Atritarão nos céus.
Mas Deus vela e te guarda.
Descança na oração.
O fim de cada noite.
É sempre o amanhecer.

Dinheiro e Amor

ESE-CAP. XI- ITEM 9

DIANTE DO BEM, NÃO PRONUNCIES A PALAVRA "IMPOSSÍVEL".
Certamente, sofres a dificuldade dos que herdaram a luta pelo preço das menores aquisições.Ainda assim, lembra-te de que a virtude não reside no cofre.
Onde encontrarias ouro puro a fazer-se pão na caçarola dos infelizes?
Em que lugar surpreenderias fragil cobertor tecido de apólices para agasalhar a criança largada ao colo da noite?
Entretanto, se o amor te faz lume do pensamento, arrebatáras a ímundice a derradeira da sombra na mesa, convertendo-a no caldo reconfortante para o efermo esquecido, e farás do pano pobre o abrigo providencial em favor de quem passa, relegado a intempérie.
Uma garganta de pérolas não emite pequenina frase consoladora e um crânio esculpido de pedras raras não deixa passar leve fio de idealização.
Todavia, se o amor te palpita na alma, podes falar a palavra renovadoraque excluie o poder das trevas e inspirar o trabalho que expresse o apoio e a esperança de muita gente.
Respeita a moeda capaz de fazer o caminho das boas obras, mas não espere dinheiro a fim de te ajudar.
Hoje mesmo, em casa, alguem te pede entendimento e carinho e , alem do reduto domestico, legiões de pessoas aguardamte os gestos de fraternidade e compreenção
Recorda que a fonte da caridade tem nascedouro em ti mesmo e não descreias da responsabilidade de auxiliar.
Para transmitir-mos semelhante verdade , Jesus a sós, sem confiança terrestre, usou as margens de um lago simples, ofertou simpatia aos que lhe buscavam a convivência, confortou os efermos da estrada, falou do Reino de Deus a alguns pescadores de vida singela e transformou o mundo inteiro, revelando-nos, assim, que a caridade tem tamanho do coração.

Médium: Chico Xavier
" O espirito da verdade"

Tomadas de Froça

Emmanuel

Partindo da certezade que toda atitude é sucetivel
de ser imitada,compreendamosque o contagio
da violência, em muitos casos, pode ser evitado, se não
lhe oferecemosdeterminados pontos de ligação.
Os pontos a que nos referimossão de caracteres diversos,tais sejam:
Gritos inuteis
Brincadeiras de mal gosto
Reclamações agressivas
Idéias de ódio
Intolerância em casa
Descortezia na rua
gestos de vingança
Comentários infelizes
Respostas deprimente
Perguntas sem necessidade
Criticas
Palavrões
Ironias
Azedume
Cólera
Impaciencia
Observamos que a energia elétrica, quase sempre,se aplica atraves de tomadas e convençam-nos de que a força mental funciona, também, assim

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Vamos ajudar quem precisa!!!!!

AS CASAS ANDRÉ LUIZ e a Rádio Boa Nova, administradas pela Fundação Espírita André Luiz (Feal), foram seriamente afetadas pela tempestade de terça-feira. O prédio da administração e o Pavilhão 3 (dormitório dos pacientes), telhados, janelas, equipamentos de informática, veículos e mobiliário das entidades localizadas no bairro do Picanço, foram destruídos. A instituição atende, gratuitamente, em regime de internato e ambulatório, 1,4 mil portadores de deficiências. Os interessados em colaborar na reconstrução das instalações da Feal devem ligar para 0800.11.90.12 ou 0800.12.18.38, ligação é gratuita. Doações: Bradesco, agência 3397-9, conta corrente 17020-8.