quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

5 coisas que acontecem quando doentes morrem

O desencarne pode ser uma passagem difícil para uns e mais fácil para outros. O espírito André Luiz, em Obreiros da Vida Eterna, nos fala sobre alguns fatos que ocorrem comumente em desencarnes, especialmente em casos de pessoas doentes. Confira abaixo.


1 - Podemos melhorar de uma doença e morrer logo depois

"É comum ouvir narrativas de pessoas que apresentam aparente melhora, no dia do desencarne, ou na véspera. Os espíritos providenciam temporária melhora para o agonizante, a fim de sossegar a mente aflita daqueles que o amam. As correntes de força, exteriorizadas por aqueles que não querem o desencarne do ser amado, infundem vida aparente aos centros de energia vital, já em adiantado processo de desintegração".

2 - A influência dos entes queridos

"O choro e os cuidados dos que velam os moribundos emitem forças de retenção amorosa capazes de prendê-lo em vasto emaranhado de fios cinzentos, dando a impressão de peixe encarcerado em rede caprichosa. A melhora fictícia do doente tem por finalidade tranquilizar os parentes aflitos."

3 - A ajuda dos espíritos

"Através dos passes, os Espíritos de Luz desfazem os fios magnéticos que se entrecruzam sobre o corpo abatido dos enfermos, para possibilitar o seu desprendimento do corpo físico, tecendo uma rede fluídica de defesa, para que as vibrações mentais inferiores sejam absorvidas."

4 - Nosso espírito pode estar preparado

"Os que se aproximam da desencarnação, comumente se ausentam do corpo, em ação quase mecânica. Os familiares terrestres, por sua vez, cansados de vigílias, tudo fazem para rodear os enfermos de silêncio e cuidado. Desse modo, não é difícil para os Espíritos de Luz afastá-los, para realizar o trabalho de preparação para o desencarne."

5 - A separação do corpo 

"Há três regiões orgânicas fundamentais, que demandam extremo cuidado nos serviços de liberação da alma:

O centro vegetativo, ligado ao ventre, como sede das manifestações fisiológicas;

O centro emocional, zona dos sentimentos e desejos, sediado no torax;

O centro mental, mais importante por excelência, situado no cérebro.

Através dos passes, os Espíritos de Luz desfazem os fios magnéticos que se entrecruzam sobre o corpo abatido dos enfermos, para possibilitar o seu desprendimento do corpo físico, tecendo uma rede fluídica de defesa, para que as vibrações mentais inferiores sejam absorvidas."


Fonte: André Luiz, em Obreiros da Vida Eterna

sábado, 6 de janeiro de 2018

Sementeiras e Ceifas

"Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção." - Paulo. (GÁLATAS, 6:8.)

Plantaremos todos os dias.

É da lei.

Até os inativos e ociosos estão cultivando o joio da imprevidência.

É necessário reconhecer, porém, que diariamente colheremos.

Há vegetais que produzem no curso de breves semanas, outros, no entanto, só revelam frutos na passagem laboriosa de muito tempo.

Em todas as épocas, a turba cria complicações de natureza material, acentuando o labirinto das reencarnações dolorosas, demorando-se nas dificuldades da decadência.

Ainda hoje, surgem os que pretendem curar a honra com o sangue alheio e lavar a injustiça com as represálias do crime. Daí, o ódio de ontem gerando as guerras de hoje, a ambição pessoal formando a miséria que há de vir, os prazeres fáceis reclamando as retificações de amanhã.

Até hoje, decorridos mais de dezenove séculos sobre o Cristianismo, apenas alguns discípulos, de quando em quando, compreendem a necessidade da sementeira da luz espiritual em si mesmos, diferente de quantas se conhecem no mundo, e avançam a caminho do Mestre dos Mestres.

Se desejas, pois, meu amigo, plantar na Lavoura Divina, foge ao velho sistema de semeaduras na corrupção e ceifas na decadência.

Cultiva o bem para a vida eterna.

Repara as multidões, encarceradas no antigo processo de se levantarem para o erro e caírem para a corrigenda, e segue rumo ao Senhor, organizando as próprias aquisições de dons imortais.

Fonte: Xavier, Francisco, Vinha de Luz. Pelo Espírito Emmanuel

A palavra dos Espíritos e o argumento de autoridade


Por Dora Incontri


O que caracterizava o pensamento medieval – o que significa dizer, um pensamento em que a razão deveria ser submetida à fé – era o argumento de autoridade. Autoridade da Bíblia, autoridade de Aristóteles, por exemplo. Muita gente não sabe que vários absurdos científicos que eram aceitos na Idade Média não eram apenas por conta da Bíblia, mas por conta de Aristóteles. Embora o filósofo grego recomendasse a observação empírica da natureza, ele era citado como fonte de autoridade filosófica e científica. Tomás de Aquino, que formulou a maior síntese entre a visão de mundo cristã (leia-se católica) e Aristóteles, o citava a torto e a direito, como autoridade. Então, por exemplo, toda a polêmica em torno do geocentrismo ou heliocentrismo, tinha como fonte argumentativa, a posição geocêntrica de Aristóteles…

O que significa um argumento de autoridade? Significa que não é preciso demonstrar, observar, verificar, comprovar, argumentar em relação a uma ideia, uma teoria… Basta simplesmente dizer: porque está na Bíblia, porque Aristóteles disse, porque Kardec disse, porque Chico Xavier disse, porque os Espíritos disseram…

Ora, essa postura diante do conhecimento é medieval e pode ser entendida como uma das características do pensamento fundamentalista. A razão se encolhe, tem que aderir cegamente, sem necessidade da observação dos fatos. A concatenação argumentativa se torna raquítica – e sobra a fé cega, a dogmatização de ideias empobrecidas, que se tornam apenas narrativas inconsistentes.

Ora, o Espiritismo é, ou deveria ser, o contrário de tudo isso. Toda a proposta de Kardec é baseada na observação, na argumentação racional e na abertura para novas reformulações – pois ele disse que onde a ciência demonstrasse que as teorias propostas por ele estivessem erradas, o Espiritismo deveria se reformular diante das novas descobertas e teorias (é bom reafirmar, científicas e baseadas na observação e não qualquer novidade estapafúrdia)! Ou seja, Kardec já deixou o antídoto contra o dogmatismo e contra o argumento de autoridade em seus próprios escritos. Mas os espíritas não leram, ou não entenderam. Ou citam Kardec como Tomás de Aquino citava Aristóteles ou querem abrir o Espiritismo para novas reformulações, sem o menor critério científico e racional – então surgem as práticas e ideias místicas, sem nenhum estudo ou referência. Poderia citar aqui centenas delas – mas cada uma mereceria um artigo especial.

O mais grave: Kardec dessacralizou a revelação dos Espíritos, chamando-os de meros colaboradores e não de reveladores predestinados, (ver o capítulo Caracteres da Revelação Espírita no livro A Gênese). Então, mesmo diante daquilo que vem do Além, que sempre na humanidade foi considerado intocável, sagrado – como a Bíblia, o Alcorão, só para citar duas fontes – para Kardec, a nossa atitude tem que permanecer crítica, racional, questionadora. Quando Kardec explica que os Espíritos são homens e mulheres desencarnados, que podem guardar os mesmos preconceitos, os mesmos equívocos, as mesmas idiossincracias que quando na terra, então, eles não podem mesmo ser considerados como reveladores predestinados.

Quer dizer os Espíritos não podem nos ensinar nada? Podem. Segundo Kardec, eles podem nos ensinar duas coisas: dar informações sobre o mundo espiritual (mas isso deve ser referendado por outros Espíritos, com as mesmas informações) e orientações morais, desde que revelem as características de espíritos elevados – que são absolutamente desconhecidas e desconsideradas no movimento espírita brasileiro. Só para citar algumas dessas características: Espírito elevado tem linguagem simples, objetiva, nobre, sem rebuscamentos excessivos e sem vulgaridades (isso já elimina uma montanha de livros mediúnicos que correm em nossas bibliotecas espíritas); Espírito elevado não traz teorias fantasiosas, elucubrações não confiáveis, não demonstráveis, irracionais; Espírito elevado não faz ciência – essa é uma responsabilidade nossa, ciência tem método, não pode ser fruto de uma revelação; Espírito elevado não se mete em política e não dá palpite na vida alheia…

Diante de tudo isso, quando vamos defender uma ideia no movimento espírita, não podemos simplesmente usar argumentos de autoridade, seja dos Espíritos, seja de Kardec, seja de qualquer médium, por mais confiável que nos pareça.

O Espiritismo tem que andar alinhado em diálogo com o conhecimento contemporâneo. Os espíritas devem usar argumentos racionais, recorrer a evidências científicas, precisam manter uma linguagem objetiva, clara, sólida, atualizada e não ficarmos nessa melosidade chiquista, que não é nem um pouco kardecista… se me permitem a crítica.

Ser kardescista aliás é não citar Kardec como argumento de autoridade, mas adotar seu método racional e de observação, em diálogo com o mundo atual, prosseguir com o Espiritismo, como uma ideia de emancipação e de vanguarda e não como um “pentateuco” bíblico e dogmático.

Fonte: Blog da ABPE

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Doação de Órgãos na visão espírita



Muitos se perguntam o que a Doutrina Espírita diz a respeito da doação de órgãos, sabendo-se que o desligamento total do espírito pode às vezes ocorrer em até 24 horas e que, para a medicina, o tempo é muito importante para a eficácia dos transplantes. Será que o Espiritismo é contra ou a favor dos transplantes?

O espírito Emmanuel por meio da psicografia de Chico Xavier responde: "O benefício daqueles que necessitam consiste numa das maiores recompensas para o espírito. Desse modo, a Doutrina Espírita vê com bons olhos a doação de órgãos.

Mesmo que a separação entre o espírito e o corpo não se tenha completado, a Espiritualidade dispõe de recursos para impedir impressões penosas e sofrimentos aos doadores. A doação de órgãos não é contrária às Leis da Natureza, porque beneficia, além disso, é uma oportunidade para que se desenvolvam os conhecimentos científicos, colocando-os a serviço de vários necessitados".


FONTES:


1- Xavier, Francisco Cândido. Evolução em dois Mundos – Ditado pelo Espírito André Luiz. 5ª Ed. Rio de Janeiro, RJ: Ed FEB, 1972, cap. “Células e Corpo Espiritual”.
2- Franco, Divaldo Pereira. Dias Gloriosos, Ditado pelo Espírito Joana de Angelis. Salvador: Ed. LEAL, 1999.
3- Kardec, Allan,. O Livros dos Espíritos, RJ: Ed FEB/2003, questão n° 155, Cap. XI.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Por que não lembramos de vidas passadas?



Se formos mesmo todos reencarnados, por que não nos lembramos das existências passadas? É uma questão intrigante, causa mesmo de dúvidas em muita gente. O esquecimento do passado (existências anteriores) indica a sabedoria de Deus.

A lembrança viva de episódios vividos anteriormente traria vários inconvenientes, entre os quais relacionamos: 

a) poderia humilhar-nos intensamente, pela lembrança desagradável de muitos deslizes morais, especialmente quando envolvendo terceiros; 
b) exaltação do orgulho e da prepotência, em virtude de posições de destaque no passado; 
c) danosos efeitos nas relações sociais, pois se tivéssemos as nossas lembranças, teríamos a dos outros também; 
d) traumas continuariam impedindo condições de felicidade e progresso; 
e) ódios e vinganças estariam minando os relacionamentos e provocando novos agravamentos.

Entre as inumeráveis vantagens, fruto da Sabedoria Divina – repetimos –, encontramos: 

a) oportunidade de recomeço, sem lembranças perturbadoras; 
b) o progresso efetuado permite-lhe, agora com mais lucidez, optar por novos aprendizados; 
c) reconciliação com antigos adversários sem que necessariamente haja o constrangimento das recordações que a poderiam impedir; 
d) superação de traumas passados em circunstâncias ora renovadas; 
e) novas vivências e aprendizados sem que o passado venha a importunar; 
f) aquisição de novas experiências sem qualquer ligação com o passado.

Os que desconhecem o processo alegam que o esquecimento seria impeditivo para a reconstrução do próprio caminho, quando na verdade este apagar das lembranças significa verdadeira benção. Deus nos beneficia com o esquecimento, colocando como que um véu em nossa memória para que os erros e equívocos do passado não sejam amarras ou pesos que nos impeçam de construir ou reconstruir a própria felicidade.

Por outro lado, se quisermos saber o que fomos ou fizemos antes desta existência, basta observar com atenção nossas tendências, habilidades, quedas morais, laços que nos ligam a certas pessoas e poderemos avaliar que tipo de procedimento ou vivência adotamos nas existências anteriores.

Esta análise íntima permite corrigir os caminhos atuais. Para conhecer mais, leitor, procure ler e estudar as questões 392 a 399 de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.

O assunto é empolgante, mas a Doutrina Espírita recomenda muito discernimento, evitando curiosidades desnecessárias. Essencial mesmo é o bom comportamento agora para construir um futuro melhor.

O Espiritismo trata do sobrenatural?

"[...] as manifestações espíritas, de qualquer natureza, nada têm de maravilhoso e sobrenatural; são fenômenos que se produzem em virtude da lei que rege as relações do mundo visível com o invisível, lei tão natural quanto as da eletricidade, da gravitação, etc.

O Espiritismo é a ciência que nos faz conhecer essa lei, como a mecânica nos ensina as do movimento, a óptica as da luz, etc. Pertencendo à Natureza, as manifestações espíritas se deram em todos os tempos; a lei que as dirige, uma vez conhecida, vem explicar-nos grande número de problemas, julgados sem solução; ela é a chave de uma multidão de fenômenos explorados e amplificados pela superstição. Afastado o prisma maravilhoso, nada mais apresentam esses fatos que repugnem à razão, pois que assim passam a ocupar o seu lugar no meio dos outros fenômenos naturais.

Nos tempos de ignorância, eram reputados sobrenaturais todos os efeitos cuja causa não se conhecia; as descobertas da Ciência, porém, sucessivamente foram restringindo o círculo do maravilhoso, que o conhecimento da nova lei veio aniquilar. Aqueles, pois, que acusam o Espiritismo de ressuscitar o maravilhoso, provam, só por isso, que falam do que não conhecem."

Kardec, Allan - O que é o Espiritismo.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Espiritismo e formação da matéria

Segundo o Modelo Padrão de partículas, o bóson de Higgs deu massa à matéria expelida pelo Big Bang há 14 bilhões de anos, o que permitiu o surgimento de tudo o que existe no cosmos. Segundo Peter Higgs, as partículas não possuíam massa logo após a grande explosão que deu origem ao universo. Conforme o cosmos esfriou, formou-se um campo de força, o "campo de Higgs", que dá massa às partículas.

Curiosa similaridade com o fluido universal mencionado na obra espírita: "... ao elemento material é necessário ajuntar o fluido universal, que exerce o papel de intermediário entre o espírito e a matéria propriamente dita, demasiado grosseira para que o espírito possa exercer alguma ação sobre ela. Embora, de certo ponto de vista, se pudesse considerá-lo como elemento material, ele se distingue por propriedades especiais. Se fosse simplesmente matéria, não haveria razão para que o espírito não o fosse também. Ele está colocado entre o espírito e a matéria; é fluido, como a matéria é matéria; suscetível, em suas inumeráveis combinações com esta, e sob a ação do espírito, de produzir infinita variedade de coisas, das quais não conheceis mais do que uma ínfima parte. Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar, sendo o agente de que o espírito se serve, é o princípio sem o qual a matéria permaneceria em perpétuo estado de dispersão, e não adquiriria jamais as propriedades que a gravidade lhe dá." Kardec, Allan - O Livro dos Espíritos (grifos nossos)
A primeira edição de O Livro dos Espíritos foi lançada em 1857. O trecho acima é a resposta à questão 27, capítulo 2, sobre os elementos gerais do universo. Lembrando-se que o bóson de Higgs, parte do atual Modelo Padrão de partículas, ajuda a elucidar apenas uma pequena parte do universo, a matéria convencional (~4% do universo). Ele deixa temas como matéria escura (~24% do universo) e energia escura (~72% do universo) ainda sem explicação.