segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Quando chegamos ao plano Espiritual...

– Ah se eu soubesse…

Se eu soubesse que a vida real não era na matéria… se eu soubesse que a realidade não é de sofrimento, mas de paz e liberdade… se eu soubesse que nada que existia na matéria é permanente, que lá é tudo passageiro, eu não teria brigado no trânsito, batido nos meus filhos, me apegado a tantas coisas efêmeras…

Ah se eu soubesse…. teria ajudado muito mais gente, teria me enriquecido com amor e luz, teria deixado de lado esses problemas pequenininhos, teria feito caridade aos necessitados, teria deixado o amor fluir, teria me atirado no bem sem nenhuma preocupação, teria sido mais humilde, teria vivido em paz…

Ah se eu soubesse… teria passado mais tempo com aqueles que amo, teria me preocupado menos, teria tido mais paciência, teria me soltado mais, me desprendido mais, teria vivido mais livre, de forma mais espontânea, mais natural, teria visto o lado bom de tudo, teria valorizado as coisas simples da vida.

Ah se eu soubesse… se soubesse que a vida na Terra vai e vem, que tudo se esvai, que nada é permanente, que não existe algo fixo, imutável. Se eu soubesse que tudo começa e termina, que os relacionamentos começam e terminam, que a dor lateja e depois vem o alívio.

Ah se eu soubesse… se soubesse que os arrogantes sobem, ficam no topo e caem por si mesmos; caem pelo seu próprio castelo de cartas da ilusão que criaram. Se eu soubesse que os ricos podem se tornar pobres de espírito, e que os pobres podem ser muito ricos de espírito. Se soubesse que as diferenças sociais se extinguem, que na morte todos somos filhos do universo, que a fome é saciada, que a sede é aliviada, que a violência só traz mais violência, que os injustiçados são compensados, que os perdidos sempre se encontram, e quem está demasiadamente seguro de si acaba se perdendo.

Ah se eu soubesse… que a vida espiritual é a vida real, que as mágoas corroem o espirito, que a cobiça gera insatisfação, que a lisonja só cria humilhação, que a preguiça gera estagnação. Se eu soubesse que o medo é sempre maior do que a mente engendrou eu teria me arriscado mais, teria ousado, teria tido a coragem de ser o que eu sou, teria retirado essa máscara que encobria minha verdade, teria desatado o compromisso com o logro, com a burla, teria assumido minha integridade sem divisões, sem fragmentos.

Ah se eu soubesse… não teria cortejado o sucesso, não teria me atirado ao poço fundo, vazio e solitário da avidez, não teria me enganado de que, ao atingir o topo, a descida é o único caminho. Se eu soubesse que o mundo é uma doce miragem eu rejeitaria a pueril busca pela sensualidade. Largaria com afinco os prazeres e vícios da juventude. Se soubesse que tudo muda e nada se encerra, teria posto de lado as moléstias da nostalgia.

Ah se eu soubesse, teria menos pressa, olharia mais para a vida, veria mais o nascer do dia, comeria com calma o pão de cada manhã, teria plantado uma árvore, corrido no jardim, deitado no chão e rolado na grama. Teria mergulhado e me perdido no tempo, solto em reflexões sobre os mistérios da vida. Teria me desimpedido de autocobranças, teria me aceitado como sou e aceitado o milagre da vida como ele é.

Ah se eu soubesse… que o mar espiritual é infinito de bençãos, não teria digladiado por um copo de água ao lado do grandioso oceano da plenitude. Teria deixado todas as quimeras de lado, e vivido mais a vida, a existência, o cosmos, a liberdade, o eterno presente e a eterna aurora.

Ah se eu soubesse… teria renunciado aos hábitos arraigados, as discussões estéreis, a especulação teórica. Se eu soubesse, teria permanecido mais na natureza, observando os pássaros, molhando as mãos no rio, sentindo o vento, me aquecendo ao sol da manhã, sujado as mãos na lama e sentido o frescor da chuva. Se eu soubesse que sou um ser em desenvolvimento na essência inesgotável e eterna da vida, teria sido infinitamente mais livre e feliz.

Autor: Hugo Lapa

Fonte: http://vinhas-de-luz.blogspot.com.br/2017/02/quando-chegamos-ao-plano-espiritual.html?m=1

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Primeiro hospital espírita de Cocal do Sul-SC já é realidade

Voltado para o auxílio de doenças emocionais e psicológicas, o município de Cocal do Sul irá receber o primeiro Hospital Espírita “Casa do Caminho Maria de Nazaré”, do Sul de Santa Catarina. O local que contemplará o complexo terapêutico será construído em um espaço de 4,5 hectares, no perímetro rural da Linha Ferreira Pontes, junto à natureza que contribui para a harmonia e equilíbrio do ser.


Segundo a presidente da Casa do Caminho, Marilei de Guse este é um projeto de amor e caridade que tem o objetivo de acolher e dar um tratamento complementar às pessoas. “atualmente, sabemos que a espiritualidade tem uma enorme importância no processo de recuperação quando a pessoa está enferma. Neste espaço terapêutico, as pessoas que estiverem enfrentando alguma doença, vão encontrar se não a cura que cabe a Deus, o apoio, o carinho, o abraço e um tratamento com base no auxílio de imposição de mãos, entre outros, para se reencontrar consigo mesmas e buscar o equilíbrio. Não será um centro de atendimento para espíritas, mas baseado na doutrina que une a ciência, filosofia e religião cristã. O evangelho é a nossa inspiração. Jesus é o nosso mestre e modelo e Maria de Nazaré a nossa guia para que possamos trazer o alívio às dores da alma e do corpo”, explica.

No Brasil existem vários hospitais espíritas. Cada um deles tem a sua técnica. A Casa do Caminho fará a união entre medicina e espiritualidade. “Nós estamos passando por uma série de capacitação no hospital, núcleo Espírita Nosso Lar, em Florianópolis e no Centro de Atenção ao Paciente com Câncer (CAPC), em Ribeirão da Ilha. Muitas pessoas da região se deslocam para esses lugares para receber o tratamento. Nossa Casa será inspirada nesses locais, mas com sua temática e metodologia própria”, ressalta Marileide.


A Instituição compartilhará seus conhecimentos com a sociedade com cursos e palestras sempre voltadas aos ensinamentos de Jesus. Tudo de forma gratuita e constituída por uma equipe de voluntários. “É importante destacar que a medicina espiritual vem crescendo, ganhando credibilidade e comprovação cientifica. Existem colégios como Harvard (EUA) e Stanford localizada na (Alemanha) que dedicam disciplinas para estudar a espiritualidade aplicada à saúde”, acrescenta a presidente.


Jantar Beneficente


O Hospital Espírita em Cocal irá funcionar por meio de doações e trabalho voluntário. Segundo a presidente da Casa do Caminho o espaço ainda não tem data para iniciar o Trabalho na prática. “Hoje adquirimos um terreno no valor de R$ 90 mil, parte dele está pago. O restante será acertado através de doações e ações que iremos realizar, como o Jantar Dançante. A obra esta com o projeto em andamento”, afirma Marileide.

Para contribuir neste trabalho, a Casa do Caminho irá promover no dia 26 de novembro, na S.R.Mampituba, às 20h30, um jantar dançante beneficente. O cardápio contará com massas, risotos e carnes. 


Os pratos serão preparados pelos conceituados Chefs: Agnaldo Vitório, Afonso barato, José Luiz Nascimento, FrankeHobold, Daniel Schelp, Flávio Seerafim, Guilherme Zanella e SadiKusbik. O ingresso individual esta sendo vendido a R$ 60,00. Interessados podem fazer a reserva pelo telefone: 48.99647.2448. Colabore e ajude nesta ação.

Fonte: http://www.folhadapolitica.com/2016/11/primeiro-hospital-espirita-da-regiao-ja.html

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

O Futuro

Não tem um filme que eu assista que não apresente um futuro catastrófico para o planeta Terra, pintado em um mundo cinza, destruído por guerras nucleares, poluição e um sem número de consequências dos desmandos da raça humana, em sua ganância insaciável.

Parece-me que a Guerra Fria, onde nos vimos a beira de um holocausto nuclear, nos impregnou de uma consciência pesada coletiva, uma decepção generalizada com a raça humana, onde nos vemos destruindo o planeta. Uma visão pessimista do espírito imortal, onde tombaríamos derrotados pelo nosso orgulho e egoísmo, nos destruindo em uma hecatombe sem precedentes.

É preciso acreditar nas potencialidades do homem, espírito encarnado, como herdeiro de Deus capaz de se melhorar e de superar as suas mazelas morais. Nesse sentido, vejamos o que nos diz a Doutrina espírita, com seu marcante caráter libertador de consciências, sobre a natureza do espírito e do seu porvir?

A gênese assevera, no seu Cap. XVII, que: “64. – A doutrina de um juízo final, único e universal, pondo fim para sempre à Humanidade, repugna à razão, por implicar a inatividade de Deus, durante a eternidade que precedeu à criação da Terra e durante a eternidade que se seguirá à sua destruição.” Apresenta o trecho a inviabilidade de um desejo divino oculto e sádico de destruir a sua própria criação.

Da mesma forma, o Cap. XV do Evangelho indica: “No quadro que traçou do juízo final, deve-se, como em muitas outras coisas, separar o que é apenas figura, alegoria”, apresentando a necessidade de se olhar esse arquétipo do fim dos tempos, ainda tão em voga, com os olhos de ver e os ouvidos de ouvir.

Por fim, temos a pergunta n° 1019, do LE, que nos diz: “Por meio do progresso moral e praticando as leis de Deus é que o homem atrairá para a Terra os bons Espíritos e dela afastará os maus. Estes, porém, não a deixarão, senão quando daí estejam banidos o orgulho e o egoísmo. “Predita foi a transformação da Humanidade e vos avizinhais do momento em que se dará, momento cuja chegada apressam todos os homens que auxiliam o progresso. Essa transformação se verificará por meio da encarnação de Espíritos melhores, que constituirão na Terra uma geração nova.”

Esses breves excertos de nossas obras básicas não deixam dúvidas de que essa idéia de futuro catastrófico, ancorada na visão de um Deus passional e vingativo, não tem eco nas límpidas elucidações da doutrina espírita, que apresenta a idéia da evolução, onde todos como filhos do Pai, tem a chance de evoluir, pelas bênçãos da reencarnação, em um conceito de Deus infinitamente justo e bom, que ama a todos.

Desde a passagem do último milênio, as produções culturais nos brindam com essas visões destrutivas do futuro, e diversas religiões asseveram o fim, perplexas com as mudanças ciclópicas que chegam aos costumes, pela tecnologia e pela globalização.

De nós, espíritas, espera-se uma visão mais ampla dessa questão, entendendo que a chegada da geração nova será marcada por avanços espirituais e que Deus continua sendo o mesmo pai amantíssimo que nos ensinou Jesus, passados dois mil anos. Um Pai que aposta em nós a cada vez que nos oferta a bendita oportunidade da reencarnação.

Por fim, citando o Poeta Vinicius de Moraes na canção “Cotidiano n° 2”: “Aí pergunto a Deus: escute, amigo, se foi pra desfazer, por que é que fez?”, percebemos na simplicidade do pensamento, a obviedade da realidade.


Marcus Braga


fonte: http://www.espiritbook.com.br/m/blogpost?id=6387740%3ABlogPost%3A2398294

domingo, 8 de janeiro de 2017

Marcus Vinicius de Azevedo Braga: "A Carne"

Enquanto dirigia no centro do Rio de Janeiro, retornando do trabalho, vi em um muro a seguinte inscrição: “Se a carne é fraca, por que perdemos sempre para ela?”. A reflexão sobre essa pérola estampada na paisagem urbana me fez recordar, divagando na direção, de como essa expressão, “a carne é fraca”, serve para nos justificarmos, perante nós e perante os outros, por deslizes, erros e vacilos. Uma muleta diante do arrependimento e da derrota.

Invocamos a carne é fraca como indicação de que a intenção de acertar é boa, mas as forças atávicas, a animalidade oriunda da carne nos suplanta, nos conduzindo à conduta reprovável, de forma irresistível. Uma visão de culpabilidade, de castigo, justificativas e até de um certo puritanismo, que ignora a nossa condição humana, frente aos desafios e que as lutas são diárias, para todos. Errar e cair faz parte do nosso processo de evolução. 

Kardec não desconsiderou essa discussão. Pelo contrário, trata dela de forma bem interessante no livro “O céu e o inferno”, e, nesse sentido, destaco o seguinte trecho: “Pode-se, portanto, admitir que o temperamento é, pelo menos em parte, determinado pela natureza do espírito, que é causa e não efeito. (...) Justificar seus erros pela fraqueza da carne é apenas um subterfúgio para escapar à responsabilidade. A carne só é fraca porque o espírito é fraco, o que reverte a questão, e deixa ao espírito a responsabilidade de todos os seus atos”.

Colocando assim a gênese das questões no espírito, que em última instância somos nós, na estrada da eternidade. Mas, voltemos ao muro... Se tudo está no espírito, como responsável, por que perdemos para as tentações chamadas da carne, fraca por ser sem relevância? A carne aqui representa a inserção no mundo material, suas influências, rompendo essa dicotomia corpo-espírito, mostrando de que forma a realidade concreta nos molda e por nós é moldada.

Perdemos pois desconsideramos a carne, tentando separá-la da matéria como caixas herméticas. Na senda evolutiva nesse mundo, na carne, interagimos com a realidade que se apresenta, crescendo com ela. A cada encarnação apresenta-se um novo cenário, que nos exige mudanças interiores e exteriores, construindo assim o espírito que necessitamos. Inseparável, a relação espírito-matéria é a fonte do crescimento espiritual, não cabendo o desprezo pela vida material, nem o apego excessivo a esta.

A carne não é fraca. Ela é forte como instrumento que testa as nossas fraquezas, que nos serve de desafio para aferir nosso crescimento, como prova de superação, e não devemos subestimá-la. Pelo contrário, perdemos para ela pela nossa fraqueza, como ressalta Kardec, em colocar no espírito a causa, responsável pelos seus atos, mas não devemos desconsiderar a máxima da proporcionalidade do fardo que recebemos com as nossas capacidades.

Eis a questão. Não devemos subestimar os fardos, o ambiente e a sua influência. A nossa vontade, quando submetida à prova, pode capitular, e devemos atentar para as provas a que nos habilitamos, sabendo se poderemos encarar a derrota, levantar e dar a volta por cima, sem colocar na fraqueza da carne a culpa por tudo. Por vezes abraçamos fardos múltiplos e simultâneos e caímos, justificando com a desculpa da carne fraca. Os depoimentos de Espíritos, após a desencarnação, são cheios dessas falas.

Só dizer que tudo é culpa do espírito pode ser um discurso também muito cruel com aquele que cai. Quem está na prova, correndo à frente do “Rolo compressor” das dificuldades, sabe que não é fácil e por isso encarnamos, quantas vezes forem necessárias, na busca do aperfeiçoamento. Não cabe “a carne é fraca” para quem se justifica, mas também para quem acusa.

Desse modo, fugindo de uma visão mais pecaminosa, temos o espírito presidindo os processos e lutas, na jornada terrestre na carne, que nos serve de instrumento para os desafios da evolução. Ambos são fortes! O espírito que se supera e surpreende, a cada dia, e a carne, que por vezes nos derruba para levantar de novo. É um processo de crescimento e de autoconhecimento, que nos leva a pensar na magnitude dos desafios, e, se às vezes, por eles serem fortes, dentro de nosso fraco espírito, se vale a pena encarar alguns deles em determinados momentos, ou administrar as questões em recuos estratégicos.

http://www.oconsolador.com.br/ano10/498/ca5.html

terça-feira, 13 de dezembro de 2016