sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Questões para estudo e diálogo virtual Grupo de estudos CVDEE

1 – Explique a máxima: “O dever íntimo do homem fica entregue ao seu livre-arbítrio”.

R: Porque Deus deu o livre-arbitrio para o espirito, quando este encarna ele tem o direito de escolher intimamente o caminho que prefere seguir.

2 – Por que podemos dizer que não é virtuoso aquele que faz ostentação da sua virtude?

R: Nunca devemos nos ostentar, pois a ostentação é o declinio do belo.

Se nos ostentarmos o que seria de nós, continuariamos entregues ao erro que cometemos.

Ostentar é o mesmo que ter superego e não reconhecer seremos duas vezes culpado.

Claro que as vezes todos nos precisamos de um estimulo para continuar nossa jornada na vida, mas ela não vem pela ostentação e sim pela firmeza e coragem de encarar os fatos e as provas que aprarecem dia-a dia em nossas vidas.

3 – Extraia do texto acima a frase ou parágrafo que mais gostou e justifique.

R: "O dever cresce e irradia sob mais elevada forma, em cada um dos estágios superiores da Humanidade. Jamais cessa a obrigação moral da criatura para com Deus. Tem esta de refletir as virtudes do Eterno, que não aceita esboços imperfeitos, porque quer que a beleza da sua obra resplandeça a seus próprios olhos. - Lázaro. (Paris, 1863.) ".
Cada um de nós tem um dever moral e espiritual para comprir durante nossa missão de vida na Terra.Devemos sempre fazer a reforma intima dentro de nós para conseguir comprir esse dever que nos aproxíma de Deus, desta forma concerteza seremos perfeitos como Nosso Pai Celestial é.
Mas para isso talvez precisaremos de muitas encarnações para aprender realmente a fazer nossa reforma intima e alcançar o infinito.
Todos Nós evoluimos de forma diferente, uns mais rapidos outros mais lentos, mas iremos para o mesmo lugar, independendo da forma que cada um evolue espiritualmente.Um dia estaremos todos sentados e rindo de nossos error no plano Maior com a certeza de que aprendemos com os erros e acertamos com os acertos pela vida Terrenea, e certamente o Mestre estará do nosso lado.E nesse momento nossa obrigação não será mais com a Terra e sim com o plano espiritual.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

USE 10/09/2009

AGENDA 36ª.SEMANA ESPÍRITA DE GUARULHOS

13.09.08 – Domingo – 08:30 / 12:30hs – Abertura –

Local: TEATRO ADAMASTOR GUARULHOS

Av. Monteiro Lobato, 684 – Centro – Guarulhos-SP

Palestrante: Dr. Franklin Antonio Ribeiro

Tema: Psiquiatria Espírita e os Portadores de Necessidades Especiais: e Espiritismo e Dependencias

Harmonização Musical: Grupo Harmonia

Apresentação: Guiomar Santana

14.09.08 – Segunda-Feira – 20:00/ 21:30hs

GRUPO ESPÍRITA AMOR EM AÇÃO

Av. Armando Colangelo, 410 – Alphaville – Arujá-SP

Tema: Quando o Lar Não é Refugio

Palestrante: Antonio Demarchi Coord. USE: Núcleo Espírita Anália Franco

CENTRO ESPÍRITA CAIRBAR SCHUTEL

Av. Antonieta Aguirre de Moraes Barros, 450 – Vila Augusta-GRS-SP

Tema: O Valor da Educação em Nossa Sociedade Palestrante: Moacir Camargo

Coord. Casa Espírita Fonte Viva I

NUCLEO ESPIRITA FÉ, PERSEVERANÇA E CARIDADE

Rua Salvador Gaeta, 671 – Vila Augusta – Guarulhos-SP

Tema: A Família Relação de Amor e Desamor Palestrante: Rose Schilaro

Coord. USE: Grupo Espírita Luz da Esperança

GRUPO DE ESTUDOS ESPÍRITAS VIVÊNCIA

Rua Sold. João Batista dos Reis, 62 – Jardim Leda- Guarulhos-SP

Tema: Almas Educadas a Caminho da Plenitude Palestrante:

Luiz Carlos Buiskaiska Coord. USE: Grupo Espírita Luz da Vida

CASA ESPÍRITA FONTE VIVA II

Rua Domingos Fanganielo, 386 – Ponte Grande – GRS-SP

Tema: Espiritismo – Esclarecedor de Almas Palestrante: Jether Jacomini Filho Coord.

USE: Centro Espírita Joanna de Angelis

15.09.08 – Terça-Feira – 20:00/21:30 hs

CASA ESPÍRITA FONTE VIVA I

Rua Tocantinopolis, 103 – Vila Rio – Guarulhos-SP

Palestrante: Afonso Moreira Jr. Tema:

O Amor, Justiça e Respeito a Vida Harmonização: Coral Fonte Viva I Coord.

USE: Nucleo Frat. Esp. Cáritas

CENTRO ESPIRITA JOANNA DE ÂNGELIS

Rua São Manoel, 567- Vila Rosália- Guarulhos-SP

Tema: Espiritismo – Esclarecedor de Almas Palestrante:

Carlos César de Jesus Carvalho Coord.USE: Lar Espírita Amor e Luz

GRUPO ESPÍRITA LUZ DA ESPERANÇA

Rua Arthur de Azevedo, 55- Jd. América- Guarulhos-SP

Tema: Quando o Lar não é Refugio Palestrantre: Manolo Quesada Coord.

USE: Inst. Fraternal de Cromoterapia Dr. Castilho

16.09.08 – Quarta-Feira – 20:00/21:30hs

CENTRO ESPÍRITA ESTUDO E MEDITAÇÃO

Rua Jaboticabeiras, 162 – Gopouva- Guarulhos-SP

Palestrante: Mara Sucena Tema: Almas Educadas a Caminho da Plenitude Harmonização:

Grupo Musical Cantar é Viver Coord.USE: Centro Espírita Jesus é o Caminho

NUCLEO DE FRATERNIDADE ESPÍRITA CÁRITAS

Rua João Simão, 265 – Jardim Mikail – Guarulhos-SP

Tema: Quando o Lar nao e Refugio Palestrante:

Maria Aparecida Galli Coord.USE: Centro Espírita Mariana Bruck

INST. FRATERNAL DE CROMOTERAPIA DR. CASTILHO

Rua Dorosópolis, 100 – Jardim Santa Clara- Guarulhos-SP

Tema: Espiritismo – Esclarecedor de Almas Palestrante:

Celso Santos Coord. USE: Fraternidade Esp. Cristã Joanna de Angelis

CASA ESPÍRITA ANÁLIA FRANCO

Rua Anália Franco, 2003 – Jardim City – Guarulhos-SP

Tema: O Valor da Educação em Nossa Sociedade Palestrante:

Clodoaldo Mello Harmonização: Grupo Mocidade Espírita Anália Franco Coord.

USE: Grupo Est. E Pesq. Espíritas Herculano Pires

GRUPO ESPIRITA LUZ DA VIDA

Rua Joaquim Cercia Pires, 4007 – Jd. São João- Guarulhos-SP

Tema: Quando o Lar não é Refugio Palestrante:

Maria Leonia de Oliveira Coord. USE: Inst. Allan Kardec- Alice Pereira- IAKAP

LAR ESPÍRITA AMOR E LUZ

Rua Santa Lucia, 253 – Jardim Cumbica – Guarulhos-SP

Tema: A família – Relação de Amor e Desamor Palestrante:

Celina Sobral Coord. USE: Centro Espírita Maria Isabel

17.09.08 – Quinta-Feira – 20:00/21:30hs

GRUPO DE PESQ. E EST. ESPIRITAS HERCULANO PIRES

Rua D. Olinda de Albuquerque, 66 – Centro – Guarulhos-SP Tema

: Amor , Justiça e Respeito a Vida Palestrante: Margareth Pummer Carvalho Coord.

USE: Assoc. Espírita Discípulos do Evangelho

CENTRO ESPÍRITA MARIA ISABEL

Av. Candeia, 1717- Cidade Seródio – Guarulhos-SP

Tema: A Família, Relação de Amor e Desamor Palestrante: Rinaldo e Ronaldo Coord.USE: Centro de Fraternidade Espírita Bezerra de Menezes

FRATERNIDADE ESPÍRITA CRISTÃ JOANNA DE ÂNGELIS

Rua Cavadas, 1616 – Itapegica – Guarulhos-SP

Tema: Almas Educadas A Caminho da Plenitude Palestrante:

Rosangela Montenegro e Silvio de Souza Coord.USE: Comunidade Espírita Estrela da Caridade

CENTRO ESPIRITA MARIANA BRÜCK

Rua Caracuru, 59 – Jardim Cumbica – Guarulhos-SP

Tema:Amor, Justiça e Respeito a Vida Palestrante; Juvenal Sanchez Coord.

USE: Lar Espírita Semeadura de Jesus

INSTITUTO ALLAN KARDEC – CE ALICE PEREIRA

Rua Ipacaetá, 71 – Jardim Pres. Dutra – Guarulhos-SP

Tema: Almas Educadas a Caminho da Plenitude Palestrante;

Adriano Marques e Cláudio Palermo Coord.USE: Grupo Espírita Bezerra de Menezes- Gebem

GRUPO ESPÍRITA BEZERRA DE MENEZES- GEBEM

Rua Castelo Branco, 200 – Vila Barros – Guarulhos-SP

Tema: O Valor da Educação em Nossa Sociedade Palestrante:

Paulo Gilberto Coord. USE: Casa Espírita Fraternidade de Luz – Arujá

ASSOCIAÇÃO ESPÍRITA SÃO FRUTUOSO

Rua Antonio Marciano, 09 – Pq. Continental I – Guarulhos-SP

Tema: A família, Relação de Amor e Desamor Palestrante:Elcio Luiz Coord. USE: Instituto Allan Kardec- Alice Pereira

18.09.08 – Sexta-Feira – 20:00/21:30hs

NÚCLEO ESPÍRITA EVANGÉLICO IRMÃO EUSTÁQUIO

Rua Taguarama, 39 – Jardim Leblon – Guarulhos-SP

Tema: Almas Educadas a Caminho da Plenitude Palestrante:

Fabio Fadel Sper Coord.USE: Centro Espírita a Caminho da Luz II

CASA ESPIRITA FRATERNIDADE DA LUZ

Av. PL no. 500 – Jardim Planalto- Arujá-SP

Tema: Amor, Justiça e Respeito a Vida Palestrante; Silvio Luiz Lemos Harmonização;

Coral Fraternidade da Luz Coord.USE: Centro Espírita Cairbar Schutel

19.09.08 – Sábado – 20:00/21:30hs

ASSOCIAÇÃO ESPÍRITA DISCIPULOS DO EVANGELHO

Rua Francisco Foot, 01 – Gopouva – Guarulhos-SP

Tema: O Valor da Educação em Nossa Sociedade Palestrante:

Lourdes Carolina Gagete Coord. USE: Núcleo Espírita , Fé, Perseverança e Caridade

CENTRO ESPÍRITA JESUS É O CAMINHO

Av. Arminda de Lima, 403 – Vila Progresso- Guarulhos-SP

Tema: Espiritismo – Esclarecedor de Almas Palestrante:

Mara Regina Cabral Harmonização: Grupo Jesus é o Caminho Coord.USE: Grupo Espírita Amor em Ação - Arujá

CENTRO DE FRAT. ESPÍRITA BEZERRA DE MENEZES

Rua Ilha Bela, 150 – Parque das Nações – Guarulhos-SP

Tema: Quando o Lar Não é Refugio Palestrante: Roseli Garcia Coord.USE: Centro Espírita Maria Isabel

COMUNIDADE ESPÍRITA ESTRELA DA CARIDADE

Rua J1 – no. 07 – Inocop – Guarulhos-SP

Tema: A família – Relação de Amor e Desamor Palestrante;

Tarcisio Basilio Harmonização: D’ouro Coord. USE: Centro Espírita Estudo e Meditação

CENTRO ESPÍRITA A CAMINHO DA LUZ II – 15:00 hs

Rua Serra Azul, 400 – Vila Carmela – Guarulhos-SP

Tema: Amor, Justiça e Respeito a Vida Palestrante: Pedro Coelho Coord.

USE: CASA ESPIRITA FONTE VIVA II

LAR ESPÍRITA SEMEADURA DE JESUS – 19Horas

Rua : Alexandre de Oliveira Calmon, 192 – Centro-GRS

Tema: Espiritismo – Esclarecedor de Almas

Palestrante: Alda Sandrin Coord. Use : Grupo de Estudos Espíritas Vivencia

20.09.08 – Domingo – 08:30/12:30hs – Encerramento

Local: TEATRO ADAMASTOR - GUARULHOS - Av. Monteiro Lobato, 684

- Centro – Guarulhos-SP

Tema : Pedagogia Espírita e Educação Palestrante: Neide Gil dos Reis

Tema: Imortalidade , Educação e Vida Palestrante: Luiz Fernando Penteado

Harmonização: Grupo Vozes Eternas Apresentação: José Augusto Pinheiro

Abrindo a Bíblia Tema: Abrindo a Bíblia: O dom divino da mediunidade a luz da Bíblia

EESE064e - Cap. XVII – Itens 7 e 8 Tema: O dever A virtude

O dever

7. O dever é a obrigação moral da criatura para consigo mesma, primeiro, e, em seguida, para com os outros. O dever é a lei da vida. Com ele deparamos nas mais ínfimas particularidades, como nos atos mais elevados. Quero aqui falar apenas do dever moral e não do dever que as profissões impõem.

Na ordem dos sentimentos, o dever é muito difícil de cumprir-se, por se achar em antagonismo com as atrações do interesse e do coração. Não têm testemunhas as suas vitórias e não estão sujeitas à repressão suas derrotas. O dever íntimo do homem fica entregue ao seu livre-arbítrio. O aguilhão da consciência, guardião da probidade interior, o adverte e sustenta; mas, muitas vezes, mostra-se impotente diante dos sofismas da paixão. Fielmente observado, o dever do coração eleva o homem; como determiná-lo, porém, com exatidão? Onde começa ele? onde termina? O dever principia, para cada um de vós, exatamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranqüilidade do vosso próximo; acaba no limite que não desejais ninguém transponha com relação a vós.

Deus criou todos os homens iguais para a dor. Pequenos ou grandes, ignorantes ou instruídos, sofrem todos pelas mesmas causas, a fim de que cada um julgue em sã consciência o mal que pode fazer. Com relação ao bem, infinitamente vário nas suas expressões, não é o mesmo o critério. A igualdade em face da dor é uma sublime providência de Deus, que quer que todos os seus filhos, instruídos pela experiência comum, não pratiquem o mal, alegando ignorância de seus efeitos.

O dever é o resumo prático de todas as especulações morais; é uma bravura da alma que enfrenta as angústias da luta; é austero e brando; pronto a dobrar-se às mais diversas complicações, conserva-se inflexível diante das suas tentações. O homem que cumpre o seudever ama a Deus mais do que as criaturas e ama as criaturas mais do que a si mesmo. E a um tempo juiz e escravo em causa própria.

O dever é o mais belo laurel da razão; descende desta como de sua mãe o filho. O homem tem de amar o dever, não porque preserve de males a vida, males aos quais a Humanidade não pode subtrair-se, mas porque confere à alma o vigor necessário ao seu desenvolvimento.

O dever cresce e irradia sob mais elevada forma, em cada um dos estágios superiores da Humanidade. Jamais cessa a obrigação moral da criatura para com Deus. Tem esta de refletir as virtudes do Eterno, que não aceita esboços imperfeitos, porque quer que a beleza da sua obra resplandeça a seus próprios olhos. - Lázaro. (Paris, 1863.)

A virtude

8. A virtude, no mais alto grau, é o conjunto de todas as qualidades essenciais que constituem o homem de bem. Ser bom, caritativo, laborioso, sóbrio, modesto, são qualidades do homem virtuoso. Infelizmente, quase sempre as acompanham pequenas enfermidades morais que as desornam e atenuam. Não é virtuoso aquele que faz ostentação da sua virtude, pois que lhe falta a qualidade principal: a modéstia, e tem o vício que mais se lhe opõe: o orgulho. A virtude, verdadeiramente digna desse nome, não gosta de estadear-se. Adivinham-na; ela, porém, se oculta na obscuridade e foge à admiração das massas. S. Vicente de Paulo era virtuoso; eram virtuosos o digno cura d'Ars e muitos outros quase desconhecidos do mundo, mas conhecidos de Deus. Todos esses homens de bem ignoravam que fossem virtuosos; deixavam-se ir ao sabor de suas santas inspirações e praticavam o bem com desinteresse completo e inteiro esquecimento de si mesmos.

À virtude assim compreendida e praticada é que vos convido, meus filhos; a essa virtude verdadeiramente cristã e verdadeiramente espírita é que vos concito a consagrar-vos. Afastai, porém, de vossos corações tudo o que seja orgulho, vaidade, amor-próprio, que sempre desadornam as mais belas qualidades. Não imiteis o homem que se apresenta como modelo e trombeteia, ele próprio, suas qualidades a todos os ouvidos complacentes. A virtude que assim se ostenta esconde muitas vezes uma imensidade de pequenas torpezas e de odiosas covardias.

Em princípio, o homem que se exalça, que ergue uma estátua à sua própria virtude, anula, por esse simples fato, todo mérito real que possa ter. Entretanto, que direi daquele cujo único valor consiste em parecer o que não é? Admito de boamente que o homem que pratica o bem experimenta uma satisfação íntima em seu coração; mas, desde que tal satisfação se exteriorize, para colher elogios, degenera em amor-próprio.

O vós todos a quem a fé espírita aqueceu com seus raios, e que sabeis quão longe da perfeição está o homem, jamais esbarreis em semelhante escolho. A virtude é uma graça que desejo a todos os espíritas sinceros. Contudo, dir-lhes-ei: Mais vale pouca virtude com modéstia, do que muita com orgulho. Pelo orgulho é que as humanidades sucessivamente se hão perdido; pela humildade é que um dia elas se hão de redimir. François-Nicolas-Madeleine. (Paris, 1863.)

EESE063e - Cap. XVII – Itens 4 a 6 Tema: Os bons espíritas Parábola do semeador

A - Texto de Apoio:

Os bons espíritas

4. Bem compreendido, mas sobretudo bem sentido, o Espiritismo leva aos resultados acima expostos, que caracterizam o verdadeiro espírita, como o cristão verdadeiro, pois que um o mesmo é que outro. O Espiritismo não institui nenhuma nova moral; apenas facilita aos homens a inteligência e a prática da do Cristo, facultando fé inabalável e esclarecida aos que duvidam ou vacilam.

Muitos, entretanto, dos que acreditam nos fatos das manifestações não lhes apreendem as conseqüências, nem o alcance moral, ou, se os apreendem, não os aplicam a si mesmos. A que atribuir isso? A alguma falta de clareza da Doutrina? Não, pois que ela não contém alegorias nem figuras que possam dar lugar a falsas interpretações. A clareza e da sua essência mesma e é donde lhe vem toda a força, porque a faz ir direito à inteligência. Nada tem de misteriosa e seus iniciados não se acham de posse de qualquer segredo, oculto ao vulgo.

Será então necessária, para compreendê-la, uma inteligência fora do comum? Não, tanto que há homens de notória capacidade que não a compreendem, ao passo que inteligências vulgares, moços mesmo, apenas saídos da adolescência, lhes apreendem, com admirável precisão, os mais delicados matizes. Provém isso de que a parte por assim dizer material da ciência somente requer olhos que observem, enquanto a parte essencial exige um certo grau de sensibilidade, a que se pode chamar maturidade do senso moral, maturidade que independe da idade e do grau de instrução, porque é peculiar ao desenvolvimento, em sentido especial, do Espírito encamado.

Nalguns, ainda muito tenazes são os laços da matéria para permitirem que o Espírito se desprenda das coisas da Terra; a névoa que os envolve tira-lhes a visão do infinito, donde resulta não romperem facilmente com os seus pendores nem com seus hábitos, não percebendo haja qualquer coisa melhor do que aquilo de que são dotados. Têm a crença nos Espíritos como um simples fato, mas que nada ou bem pouco lhes modifica as tendências instintivas. Numa palavra: não divisam mais do que um raio de luz, insuficiente a guiá-los e a lhes facultar uma vigorosa aspiração, capaz de lhes sobrepujar as inclinações. Atêm-se mais aos fenômenos do que a moral, que se lhes afigura cediça e monótona. Pedem aos Espíritos que incessantemente os iniciem em novos mistérios, sem procurar saber se já se tornaram dignos de penetrar Os arcanos do Criador. Esses são os espíritas imperfeitos, alguns dos quais ficam a meio caminho ou se afastam de seus irmãos em crença, porque recuam ante a obrigação de se reformarem, ou então guardam as suas simpatias para os que lhes compartilham das fraquezas ou das prevenções. Contudo, a aceitação do princípio da doutrina é um primeiro passo que lhes tornará mais fácil o segundo, noutra existência.

Aquele que pode ser, com razão, qualificado de espírita verdadeiro e sincero, se acha em grau superior de adiantamento moral. O Espírito, que nele domina de modo mais completo a matéria, dá-lhe uma percepção mais clara do futuro; os princípios da Doutrina lhe fazem vibrar fibras que nos outros se conservam inertes. Em suma: é tocado no coração, pelo que inabalável se lhe torna a fé. Um é qual músico que alguns acordes bastam para comover, ao passo que outro apenas ouve sons. Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más. Enquanto um se contenta com o seu horizonte limitado, outro, que apreende alguma coisa de melhor, se esforça por desligar-se dele e sempre o consegue, se tem firme a vontade.

Parábola do semeador

5. Naquele mesmo dia, tendo saído de casa, Jesus sentou-se à borda do mar; - em torno dele logo reuniu-se grande multidão de gente; pelo que entrou numa barca, onde sentou-se, permanecendo na margem todo o povo. - Disse então muitas coisas por parábolas, falando-lhes assim:

Aquele que semeia saiu a semear; - e, semeando, uma parte da semente caiu ao longo do caminho e os pássaros do céu vieram e a comeram. - Outra parte caiu em lugares pedregosos onde não havia muita terra; as sementes logo brotaram, porque carecia de profundidade a terra onde haviam caído. - Mas, levantando-se, o sol as queimou e, como não tinham raízes, secaram. - Outra parte caiu entre espinheiros e estes, crescendo, as abafaram. Outra, finalmente, caiu em terra boa e produziu frutos, dando algumas sementes cem por um, outras sessenta e outras trinta. - Ouça quem tem ouvidos de ouvir. (S. MATEUS, cap. XIII, vv. 1 a 9.)

Escutai, pois, vós outros a parábola do semeador. - Quem quer que escuta a palavra do reino e não lhe dá atenção, vem o espírito maligno e tira o que lhe fora semeado no coração. Esse é o que recebeu a semente ao longo do caminho. - Aquele que recebe a semente em meio das pedras é o que escuta a palavra e que a recebe com alegria no primeiro momento. - Mas, não tendo nele raízes, dura apenas algum tempo. Em sobrevindo reveses e perseguições por causa da palavra, tira ele daí motivo de escândalo e de queda. -

Aquele que recebe a semente entre espinheiros é o que ouve a palavra; mas, em quem, logo, os cuidados deste século e a ilusão das riquezas abafam aquela palavra e a tornam infrutífera. - Aquele, porém, que recebe a semente em boa terra é o que escuta a palavra, que lhe presta atenção e em quem ela produz frutos, dando cem ou sessenta, ou trinta por um. (S. MATEUS, cap. XIII. vv. 18 a 23.)

6. A parábola do semeador exprime perfeitamente os matizes existentes na maneira de serem utilizados os ensinos do Evangelho. Quantas pessoas há, com efeito, para as quais não passa ele de letra morta e que, como a semente caída sobre pedregulhos, nenhum fruto dá!

Não menos justa aplicação encontra ela nas diferentes categorias espíritas. Não se acham simbolizados nela os que apenas atentam nos fenômenos materiais e nenhuma conseqüência tiram deles, porque neles mais não vêem do que fatos curiosos? Os que apenas se preocupam com o lado brilhante das comunicações dos Espíritos, pelas quais só se interessam quando lhes satisfazem à imaginação, e que, depois de as terem ouvido, se conservam tão frios e indiferentes quanto eram? Os que reconhecem muito bons os conselhos e os admiram, mas para serem aplicados aos outros e não a si próprios? Aqueles, finalmente, para os quais essas instruções são como a semente que cai em terra boa e dá frutos?

Questões para estudo e diálogo virtual Grupo de estudos CVDEE


1 – Que características podemos destacar de um bom espírita?

R: As caracteristicas que podemos destacar em um bom espirita são: aquele que aplica todo o ensinamento moral e espiritual, não so no seu dia a dia como também para ajudar o proxímo, sem se preocupar com o retorno, fazer o bem com o coração cheio de amor, sem esperar nada em troca,e estar sempre fazendo a reforma intima para si mesmo .

2 – Quais categorias de espíritas podemos identificar na parábola do semeador?

R: Há varios tipos de Espiritas: Os que se dizem espiritas, mas não praticam a moral e a lição espiritual de amor que Jesus nos ensinou, visando somente que ser espirita ele terá tudo o que precisa como : emprego, dinheiro, saude, etc, existem esses tipos de pessoas que procuram o Centro espirita so para ouvir mas nada aplicam nos ensinamentos que obtiveram de um professor ou de um palestrante.Há outros tipos de Espiritas que já praticam o que ouvem, mas continuam dando espaços para os erros como as más paixões e ainda esperam sempre algo em troca.Mas há Espiritas que além de ouvirem, semeiam a boa nova ajudando o proxímo, sem maldizer a vida, sem esperar nada em troca, acrerditando no futuro.

3 – Extraia do texto acima a frase ou parágrafo que mais gostou e justifique.

R: 5. Naquele mesmo dia, tendo saído de casa, Jesus sentou-se à borda do mar; - em torno dele logo reuniu-se grande multidão de gente; pelo que entrou numa barca, onde sentou-se, permanecendo na margem todo o povo. - Disse então muitas coisas por parábolas, falando-lhes assim:

Aquele que semeia saiu a semear; - e, semeando, uma parte da semente caiu ao longo do caminho e os pássaros do céu vieram e a comeram. - Outra parte caiu em lugares pedregosos onde não havia muita terra; as sementes logo brotaram, porque carecia de profundidade a terra onde haviam caído. - Mas, levantando-se, o sol as queimou e, como não tinham raízes, secaram. - Outra parte caiu entre espinheiros e estes, crescendo, as abafaram. Outra, finalmente, caiu em terra boa e produziu frutos, dando algumas sementes cem por um, outras sessenta e outras trinta. - Ouça quem tem ouvidos de ouvir. (S. MATEUS, cap. XIII, vv. 1 a 9.).
Jesus explicou por parabolas o semeador porque naquele tempo, o povo não podia entender a verdade.
Essa parabola explica desde aquele tempo que há varios tipos de semeadores, em varios lugares e partes do mundo no planeta em que habitamos.
Garibar Schutel em seu livro parabolas e ensinamentos de Jesus diz : " A semente é a palavra de Deus. Os que estão á beira do caminho são os que tem ouvido; então vem o diabo e tira a palavra de seus corações , para que não seceda, crendo, sejam salvos. Os que estão sobre a pedra são os que, depois de ouvirem, receben a palavra com gozo; estes não tem raiz e crêem por algum tempo, mas na hora da provação voltam atraz. A parte que caiu entre os espinhos , estes são os que ouviram , e, indo seu caminho , são sufocados pelos cuidados , riquezas e deleites da vida e o seu futuro não amadurece. E a que caiu na boa terra, estes são os que , tendo ouvido a palavra como coração reto e bom, a retêm e dão bons frutos com perseverançã" ( Mateus, XIII,1-9- Lucas , VIII,4-15.)


Mensagem de Apoio

O semeador saiu

Emmanuel

Plantar o bem e estendê-lo sempre. Para isso, agir e servir são imperativos da natureza espiritual.

Convém lembrar, no entanto, que a sementeira não se realiza em talhões recamados de ouro.

O semeador lidará com a terra.

Após arroteá-la, na maioria dos casos, precisará irrigá-la e, por isso, conviverá com o barro do mundo.

Enquanto prepara ninho às sementes, não evitará resquícios de poeira e lama, lodo e adubo nas próprias mãos.

Aguardará com interesse a germinação das esperanças que se lhe consubstanciam nas plantas nascentes. E, em seguida, os cuidados se lhe redobram.

Indispensável acompanhar a influência do calor e da umidade, preservar a lavoura iniciante contra a incursão de pragas invasoras, observar as alterações do tempo e garantir as condições de êxito à plantação, até que surja a colheita dos frutos.

Idêntica situação no mundo ainda é a de todos os cultivadores da seara do bem.

Designados para o lançamento das idéias alusivas à renovação espiritual, quase sempre, são impelidos a suportar o contato das glebas difíceis da incompreensão humana.

Não encontram caminhos aplainados para a comunicação com os padrões preestabelecidos da cultura terrestre e, freqüentemente, se obrigam a tolerar obstáculos e reações negativas.

Servirão com devotamento às idéias novas. No entanto, a seara da verdade e da elevação somente lhes surgirá no futuro, em plenitude de beleza e de luz.

Assevera-nos Jesus, o Cristo de Deus: “e o semeador saiu a semear...”

Isso equivale a dizer que o semeador saiu de si mesmo, a desvencilhar-se de todas as concepções de separatividade e egoísmo, a fim de auxiliar e compreender, trabalhar e servir, amar e tolerar, com esquecimento de si mesmo para a vitória do Bem.

Do Livro Paz