terça-feira, 1 de março de 2011

Dica de Leitura

Campos do Coração (Nos)
Angelinus (Espírito)/João Marcelo Tomazini
Em meio a grandes catástrofes que afligiram toda a humanidade, não podemos deixar de citar o holocausto. Muitos ainda não acreditam nas atrocidades praticadas durante a Segunda Grande Guerra. Do além, o autor espiritual pôde constatar terríveis crueldades, cometidas num campo de concentração. Esta, talvez, seja uma história de amor, como muitos irão afirmar, porém é mais que isso, é uma história de esclarecimento, para que, através dos erros, a humanidade aprenda a amar e não erre mais.

Aproveite esse novo tempo

Wilson Gonsalez

As obras de Allan Kardec, conhecido educador francês, constituem-se num marco divisor na história do Cristianismo. É como se, com ele, os Espíritos de Deus quisessem mostrar aos homens de boa-vontade e de bom coração um caminho novo, repleto de ensinamentos, onde a lógica e a razão andariam de mãos dadas com a fé e o bom-senso.
É o raciocínio a serviço da religião. Uma religião solidamente amparada pela trilogia da ciência, da filosofia e da Doutrina Espírita. Esses mesmos Espíritos, a serviço de Jesus, propuseram-se a oferecer forte ponto de apoio para os seres humanos. É nesse trabalho de ordem puramente espiritual, onde a participação de vários médiuns serviu como valioso instrumento, nas mãos dessas almas iluminadas, que poderemos encontrar todas aquelas explicações necessárias à compreensão dos nossos mais graves dilemas existenciais.
Existem palavras que ainda podem assustar certas pessoas: Espiritismo, Doutrina Espírita, reencarnação, reencarnar, Evangelho Segundo o Espiritismo, provas, expiações, Livro dos Espíritos – todas essas expressões parecem destinadas a causar certo impacto, dentro de nós, talvez por serem palavras fortes que mexem com determinado tipo de crença religiosa que sempre procurou influenciar nossos espíritos.
Ao mesmo tempo, enquanto essas palavras causam uma espécie de choque, há o outro lado: todos nós trazemos conosco o conhecimento intuitivo de que há algo mais, além da morte. E que também há determinados fenômenos naturais, envolvendo nossas vidas físicas.
Na realidade, todas as religiões mais antigas, especialmente na Índia e no Egito, já se ocupavam com esses assuntos da pós-morte e da possível relação e comunicação dos seres espirituais desencarnados com os seres vivos.
O Evangelho de Jesus veio consolidar esse conhecimento intuitivo. Nele, foram mostradas as formas com as quais Cristo e Seus Apóstolos lidavam com os espíritos do outro mundo.
Eles incomodavam demais as pessoas, causando-lhes até deformações físicas, por estarem dominando a vida daqueles sofredores do plano material. Jesus retirava-os, livrando aquelas criaturas dos desequilíbrios causados pelos espíritos obsessores.
Isso está escrito nos Evangelhos e precisamos crer na existência desse horizonte invisível, que está relatado ali, e que a religião que se seguiria ao Cristianismo cuidou de sufocar, desmentir e apagar.
Ela precisava progredir por outros meios. Se o poder espiritual proviesse dos Espíritos de Deus, e não da religião terrena que se dizia representante de Deus na Terra, qual seria a importância do papel dela entre nós?
Bem, isso é outra história, em meio a tantos outros fatos reais que acabaram deixando de lado o Cristianismo Espiritual de Jesus. E os Espíritos de Deus, através de Allan Kardec, vieram colocar as coisas em seus devidos lugares.
Somos seres espirituais, relacionamo-nos, todos os dias, com nossos irmãos desencarnados, e não poderíamos ficar órfãos de conhecimentos, nessa área de importância fundamental para o progresso da alma humana.
Cada lição deve vir a seu tempo, quando os homens estiverem preparados para entendê-las e senti-las. Se Jesus não explicou tudo, o Consolador Prometido o faria, mais tarde.
Estudar as obras de Allan Kardec deveria ser obrigação para qualquer pessoa que se interessasse por qualquer tipo de religião. Essas obras poderiam ser importantes auxiliares em qualquer tipo de crença.
Se deixássemos de lado o orgulho e o preconceito religioso, através dos conhecimentos espirituais, poderíamos acabar praticando a nossa religião – qualquer que ela fosse – com mais humildade, mais amor, mais doação, e o que é o principal: com conhecimento das coisas do mundo invisível que está intimamente ligado conosco.
Foi a falta de humildade, dentro de determinada crença, que resultou nos piores desastres junto à imagem, à obra e à própria essência da vida de Jesus.
Por que não darmos crédito, então, a esses ensinamentos que o Espírito da Verdade – ou o Consolador Prometido – trouxe-nos, através de um trabalho que não é obra humana, e, sim, dos Espíritos iluminados de Deus?
Aproveitemos essa fase nova da Humanidade. Quanto mais cedo você se adequar aos princípios elevados, mais você estará se espiritualizando. E, quando todos nós estivermos de posse dessas verdades espirituais, mais rapidamente o mundo estará se encaminhando para tempos de paz, de luz e de amor. Sem torturas, sem guerras, sem pressões emocionais, sem batalhas ou perseguições de qualquer espécie.
A ordem é para nos reaproximarmos de Cristo, ou melhor, para trazermos Jesus de volta aos altares da consciência humana, renovada e revigorada à luz dos Seus ensinamentos virtuosos, revolucionários e inovadores.

O porquê de ser espírita

Octávio Caúmo Serrano

Em todas as religiões, há pessoas boas e pessoas más; pessoas caridosas e pessoas insensíveis, diante do sofrimento alheio.
Qual é, em sendo assim, a vantagem de ser espírita, se podemos ser bons, em qualquer doutrina, até mesmo nas orientais, que não têm o Cristo como Mestre?
A resposta é simples: o conhecimento que adquirimos, pelas orientações do Espiritismo, facilita o entendimento, e nos cria desejos de mudança, frente aos quadros da vida comum. Só quem compreende que a reencarnação reflete a justiça das Leis de Deus, além de nos dar oportunidades de recomeço e consertos dos equívocos do passado, pode investir, com convicção, na vida atual.
O espírita tem consciência de que não sofre o que não merece e lhe seja útil. Sabe que, embora lhe doa como dói em qualquer um, não se sentirá punido pelo Criador, porque sabe que é cobrado por si mesmo. Já diz o Livro dos Espíritos que a Lei de Deus está escrita na consciência dos homens. Logo, fazer o certo ou o errado é opção de cada um; chama-se livre-arbítrio.
O espírita sabe que está colhendo, nesta encarnação, os frutos da árvore plantada em recente ou remoto passado espiritual. Sabe, também – e isso é o mais importante –, que está plantando árvores novas, na vida presente, todos os dias, que produzirão frutos a serem colhidos no futuro. Se o que plantar for de má qualidade, só colherá frutos amargos.
O Espiritismo deixa claro que Deus nem salva nem castiga, nem pune nem perdoa, porque Ele é simplesmente a LEI. Quem caminha favoravelmente às Leis Divinas é calmo, paciente, alegre, resignado, verdadeiro, disciplinado. Quem faz o caminho inverso é aflito, insatisfeito, irritadiço, macambúzio e vive reclamando da vida. Nada o contenta e se sente vítima das injustiças de Deus e dos homens.
É por isso que vale a pena ser espírita. Enquanto outras doutrinas oferecem o céu, com facilidade, e, às vezes, mediante pagamento, o Espiritismo fala de uma luta titânica que o homem tem de empreender consigo mesmo, para avançar um mínimo, na escala da espiritualidade. Isso é uma verdade, porque é conquista definitiva e de mérito próprio.
Por viver num mundo de dores, num planeta que está de acordo com a imperfeição dos homens que o habitam, é preciso muito esforço para avançar um pouco. E o pouco que se consegue é altamente recompensado pelo bem-estar e serenidade que conseguimos.
Sem saber o porquê, ninguém terá vontade de lutar. E o Espiritismo ensina por que lutar vale a pena.
Vamos em frente!

Evolução do Cristianismo

Cairbar Schutel

Publicado em 5 de setembro de 1936

Muitas coisas eu tenho para vos dizer, mas vós não podeis suportar agora, mas quando vier o Espírito da Verdade vos fará lembrar tudo o que eu disse e vos ensinará todas as coisas. (S. João XVI, 12-15). Jesus.

O Cristianismo não tem caráter imutável, não é uma doutrina que disse a primeira e a última palavra e permanece imoto como um “frade de esquina”, sofrendo as injunções subalternas e a ação do progresso, sem aumentar a sua claridade e fazer valer seus princípios regeneradores e persuasivos.
Sem dogmas, que inutilizam o livre-exame e a liberdade de pensar, livre de todo o sectarismo, o Cristianismo é uma doutrina nitidamente de caráter progressivo, como sói acontecer a todas as ideias que vêm fazer progredir a humanidade.
Nada permanece imóvel, no Universo, e assim como a Ciência abre-nos as suas portas, facultando-nos, a cada passo que damos, mais amplos horizontes de progresso e perfeição, assim também o Cristianismo que é a mais lídima exposição do Verbo Divino – da Religião, em toda a extensão da palavra – proporciona-nos mais bastas luzes, à medida que a nossa visão espiritual torna-se apta para recebê-la. o que não compreendíamos ontem estamos compreendendo hoje, e o que não compreendemos hoje compreenderemos amanhã.
Há 2 000 atrás, embora Jesus tivesse muito para dizer, não o fez, devido à falta de compreensão dos seus discípulos, naquela época, mas prometeu que nos enviaria novas verdades, em tempo oportuno, e até chegaríamos a conhecer todas as coisas.
Esse propósito com que o Mestre expressou-se explica, nitidamente, o caráter progressivo da sua Doutrina. Assim como o Cristianismo ampliou a Lei do Sinai, com o descortino de novas modalidades do amor a Deus e ao próximo, o Espiritismo, explicando o sentido oculto de algumas passagens evangélicas, veio dar um novo influxo à fé, desdobrando aos nossos olhos mais latos horizontes de vida e de instrução, no seio incomensurável do Cosmos.
A crença não é um tesouro que se conserva enterrado, nem a pedra de raro valor que permanece no fundo da caixa, sem satisfazer as nossas necessidades, assim como não representa a mina da parábola que se ata a um lenço e aí fica, sem movimento, mas, sim, o talento, com o qual ganhamos outros talentos, a semente de mostarda que se transforma em árvores e produz milhares de milhões de sementes.
Dar caráter imutável ao Cristianismo é desnaturar a sua essência, é negar os propósitos do Seu Fundador.
A fé, a crença não se pode cristalizar, pois o seu caráter espiritual demonstra o seu caráter progressivo.
O Senhor disse: “Muitas coisas eu tenho para vos dizer, mas vós não podeis suportar agora; porém, quando vier o Espírito da Verdade vos fará lembrar tudo o que eu disse e vos ensinará todas as coisas”.

Novas Doutrinas, novas denominações!

Francisco Rebouças

“Mas quando ouviram falar da ressurreição dos mortos, uns escarneciam e outros diziam: acerca disso te ouviremos outra vez.” – (ATOS, CAPÍTULO 17, VERSÍCULO 32.)

O encontro de antigos, dedicados e fiéis trabalhadores da Seara espírita, com diversos outros tipos de seguidores da filosofia ensinada pelos Espíritos Superiores, na Codificação do Espiritismo, codificada por Allan Kardec, traz-nos à memória o acontecido no contacto de Paulo de Tarso com os atenienses, no Areópago, que nos apresenta lição interessante sobre os possíveis novos discípulos.
Diz-nos Emmanuel, pela psicografia de Chico Xavier, que “Enquanto o apóstolo comentava as suas impressões da cidade célebre, aguçando talvez a vaidade dos circunstantes, pelas referências aos santuários e pelo jogo sutil dos raciocínios, foi atentamente ouvido. É possível que a assembleia o aclamasse com fervor, se sua palavra se detivesse no quadro filosófico das primeiras exposições. Atenas reverenciá-lo-ia, então, por sábio, apresentando-o, ao mundo, na moldura especial de seus nomes inesquecíveis.
Paulo, todavia, refere-se à ressurreição dos mortos, deixando entrever a gloriosa continuação da vida, além das ninharias terrestres. Desde esse instante, os ouvintes sentiram-se menos bem e chegaram a escarnecer-lhe a palavra amorosa e sincera, deixando-o quase só.
O ensinamento enquadra-se perfeitamente nos dias que correm. Numerosos trabalhadores do Cristo, nos diversos setores da cultura moderna, são atenciosamente ouvidos e respeitados por autoridades nos assuntos em que se especializaram; contudo, ao declararem sua crença na vida além do corpo, em afirmando a lei de responsabilidade, para lá do sepulcro, recebem, de imediato, o riso escarninho dos admiradores de minutos antes, que os deixam sozinhos, proporcionando-lhes a impressão de verdadeiro deserto”.¹
Nós aproveitamos para dizer da nossa total concordância ao que atesta o benfeitor, pois o que mais observamos nas palavras e atitudes de tantos quanto se dizem seguidores da Filosofia Espírita, e não seguem os seus verdadeiros fundamentos é exatamente igual, uma vez que, quando alertados para as verdades ensinadas pela Doutrina Espírita, não têm a menor boa vontade de ouvir e seguem fazendo Espiritismo à maneira particular de interpretá-lo.
Continuam dessa forma, divulgando os postulados espíritas, conforme o achismo e modismo, sem o menor constrangimento, e não aceitam qualquer observação de quem quer que seja, utilizando o termo espírita como se Espiritismo fosse o absurdo que pregam e praticam nos centros que dirigem ou de que participam, onde a reforma íntima não tem lugar nem importância.
Isso, em pleno século XXI, quando o Espiritismo já está à inteira disposição dos que desejarem seguir seus ensinamentos, desde o abençoado dia 18/04/1857, e, quem quer que se diga espírita não pode prescindir de estudar essa nobre Doutrina trazida a lume pelos Imortais da Vida Maior, sob a supervisão do próprio Mestre de Nazaré, que nos presentearam com essa pérola de valor incalculável, chamada O Livro dos Espíritos.
Quando, por algum motivo, esses donos da verdade são contrariados em seus achismos absurdos e esclarecidos pelas matérias contidas na codificação, enchem-se de fúria e passam a destilar todo o veneno que armazenam em seus corações, acusando aqueles que os contrariaram de metidos, de presunçosos, etc., como se defender a pureza doutrinária fosse crime.
O próprio Codificador, já prevendo esse tipo de “espiritismo” deturpado e completamente infundado que, por certo, sabia, de antemão, que surgiria, foi o primeiro defensor da pureza de nossa Doutrina, quando colocou, em O Livro dos Médiuns, a bela e esclarecedora mensagem do espírito Erasto, donde destacamos o ensino lá contido que representa a maior de todas as defesas que alguém já se mostrou capaz de fazer, conforme segue: “Melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea.²
Preciso se faz que todos nos empenhemos em vivenciar os postulados de nossa Doutrina, com o maior respeito e fidelidade aos ensinamentos dos Espíritos Superiores, assumindo a responsabilidade de nos dizermos espíritas, que significa seguidores da Doutrina dos Espíritos e, se não desejarmos segui-la, com a devida fidelidade e respeito a seus postulados, que não nos utilizemos desse vocábulo, criado por Allan Kardec, para definir os verdadeiros seguidores do Espiritismo, e façamos, então, uso do termo espiritualista, anteriormente existente, e que abrange todas as filosofias diferentes da ensinada pelos Espíritos Superiores, na Codificação Espírita, pois, só então, não estaremos assumindo o compromisso de aceitar, seguir e vivenciar o contido no Pentateuco Espírita e, só assim, poderemos agir como bem entendemos e desejamos, sob a denominação que nos for mais apropriada que, em nenhuma hipótese, será a de Espírita.

Bibliografia:
1) Livro: Pão Nosso – Cap. 114 - Novos Atenienses - Chico Xavier/Emmanuel.
2) Livro dos Médiuns - Cap. XX, item 230 – Allan Kardec.

Notícias

Marcha da Cidadania pela Vida, São Paulo-SP
Com o objetivo de promover uma grande mobilização em favor da vida e evidenciar de modo contundente a verdadeira vontade do povo brasileiro, será realizada, no próximo dia 26 de março, a partir das 9h30, a Marcha da Cidadania pela Vida, em São Paulo, SP.
Os grupos defensores da vida pretendem pressionar o Congresso, visando a rejeição definitiva do Projeto de Lei nº 1.135/1991 que prevê o aborto até o 9º mês da gravidez. O PL foi rejeitado nas comissões de Seguridade Social e de Constituição e Justiça na Câmara dos Deputados. Porém, devido a um novo recurso, deve ser levado a votação no plenário. O Movimento defende que o governo assuma o papel de promotor das políticas públicas em defesa da maternidade, da paternidade responsável, da criança, do adolescente e da família e não o contrário.
Mais Informações: Comitê Estadual do Movimento Nacional de Cidadania pela Vida – Brasil sem aborto - fone (11) 3244-3629.

Seminário com Jacob Melo, São Paulo-SP
Nos dias 19 e 20, 26 e 27 de fevereiro, (sábado, das 8 às 17h, e, domingo, das 8h30 às 12h) acontecerá o seminário sobre Passe e Magnetismo, com Jacob Melo.
Local: R. Força Pública, 268/274, Carandiru, São Paulo-SP.
Acesse www.geas.net.br e preencha a ficha de inscrição.
Mais informações: (11) 3485-0829 / 2258-3782.

Megafeirão do Livro, Santo André, SP
A 17ª edição do Megafeirão do Livro de Santo André, SP será nos dias 16 e 17 de abril de 2011, na Instituição Amélia Rodrigues. Considerado o maior evento do gênero, no mundo, no ano de 2010, vendeu 38000 itens. O público também foi recorde; foram recebidas cerca de cinco mil pessoas. O sucesso é explicado pela diversidade de livros e editoras, em um mesmo local, e os descontos que chegam a 70%, além de sorteio de livros e autógrafos com alguns autores.
Informações: (11) 4994-9664 e www.cebezerra.org.br

Teatro “A Morte é uma piada!”, São Paulo, SP
Está em cartaz, em São Paulo, SP, a peça “A Morte é uma piada!”, estrelada por Renato Prieto, o André Luiz do filme Nosso Lar. Local: Teatro Frei Caneca, Shopping Frei Caneca, R. Frei Caneca, 569, 6º andar. Sábados às 18h e domingos às 16h. Informações: 11-3472-2230 e 4003-1212.

Cursos de Libras e Braille, Osasco, SP
Estão abertas as inscrições para os cursos de Libras e Braille, em Osasco, SP. Os cursos são gratuitos. No Núcleo de Apoio “Começo de Vida”, os cursos terão início dia 14/02/11, das 20 às 22h, às segundas-feiras. Inscrições e informações: 11-3692-4311, 9739-5982. No Grupo Espírita Irmã Marisa, o curso de Libras terá início no dia 16/02/11, das 20 às 22h, às quartas-feiras, e o curso de Braille, dia 18/02, das 20 às 22h, às sextas-feiras. Inscrições e informações: R. 15 de Novembro, 309, Cipava, Osasco, SP.

Concafras 2011, Rio Verde, GO
CONCAFRAS-PSE é uma sigla cujo significado é: Confraternização das Campanhas de Fraternidade Auta de Souza e Promoção Social Espírita.
É um grande encontro anual de trabalhadores voluntários espíritas. São caravaneiros de todo o Brasil e vários outros países que, em clima de intensa fraternidade, estudam novas metodologias de trabalho, realizam práticas assistenciais e trocam experiências, enriquecendo seus núcleos de atividades.
Ao longo dos seus 55 anos de existência, dinamizando as Campanhas de Fraternidade Auta de Souza, a Concafras-PSE ampliou suas ações para a formação do homem de bem. São várias atividades ligadas a essa caravana de amor e fraternidade que integra o movimento espírita Pátria do Evangelho. Graças ao aperfeiçoamento de trabalhos de assistência e promoção social espírita, deixa um rastro de luz nas cidades por onde passa.
O Tema Central será “E por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?” – Jesus. (LUCAS, capítulo 6, versículo 46).
A Concafras 2011 será realizada em Rio Verde, no Estado de Goiás, na FESURV – Universidade de Rio Verde, no Campus Administrativo, situado na fazenda Fontes do Saber.
Para participar, basta fazer a inscrição no site www.concafras.com ou entrar em contato com uma das instituições realizadoras: Rio Verde (GO): IAM – Instituto de Assistência a Menores – (64) 3621-0316; IDEAK – Instituto de Difusão Espírita Allan Kardec – (64) 3621-0316; Associação Espírita Chico Xavier – (64) 3612-1414. Campo Verde (MT) e Região: Associação Espírita Lar Maria de Lourdes (66) 3419-1343.

Simpósio sobre “O Livro dos Médiuns”, em Santa Catarina
Em comemoração aos 150 anos de “O Livro dos Médiuns”, a Federação Espírita Catarinense promoveu o Simpósio Catarinense sobre Mediunidade, no Centro de Eventos de Itajaí, (SC), no dia 8 de janeiro. Participaram do evento, das 9h às 20h, perto de dois mil inscritos, de Santa Catarina, de outros estados brasileiros, e, também, da Argen-tina, Uruguai, Paraguai e Reino Unido. O evento foi aberto pelo presidente da FEC, Olenyr Teixeira, e compuseram a mesa de abertura o representante do presidente da FEB e expositor, Antônio César Perri de Carvalho; membro da Comissão Executiva do CEI, Eduardo dos Santos (Uruguai); vice-presidente da FEC, Ricardo Mesquita; coordenadora do Simpósio, Esther Fregossi; presidente da Federação Espírita do Paraná, Francisco Ferraz Batista. Expositores: Divaldo Pereira Franco, Marta Antunes de Moura, José Raul Teixeira, Sandra Della Póla e Suely Caldas Schubert. Houve apresentação do grupo Núcleo Espírita de Arte, de Florianópolis. O evento foi transmitido, ao vivo, pelo Portal da FEC. Informações: www.fec.org.br, www.febnet.org.br

Programa de Rádio “Nova Dimensão”
Com o intuito de levar luz e esclarecimentos, o Programa Nova Dimensão vai ao ar, todos os domingos, das 15 às 16h, em uma emissora de rádio da cidade de Itajobi-SP, Nova 1 FM. O programa traz entrevistas, reflexões e esclarecimentos, observando as dúvidas e os desafios do dia-a-dia.
Confira as edições anteriores do Programa Nova Dimensão, em Rede Amigo Espírita: http://amigoespirita.ning.com/page/nova-dimensao

Chega de pieguices emocionais

Octávio Caúmo Serrano

Entre os Espíritas, há uma preocupação em saber quem foi quem numa outra encarnação.
Joana D’Arc seria Judas Iscariotes reencarnado?
Chico Xavier teria sido Allan Kardec?
Edgard Armond foi o Cardeal de Richelieu?
E nós respondemos: – Que importa, quem foi quem?
Quando uma pessoa faz um trabalho da grandeza de Chico Xavier, a comunidade espírita fica se indagando como ficaremos quando ele morrer? Ou desencarnar, como preferem os espíritas? Quem será o seu sucessor?
Inicialmente devemos entender que ninguém sucede ninguém porque cada um tem sua própria tarefa. Ninguém sucedeu Jesus, nem Moisés, nem Maomé. Eles vieram, deixaram sua mensagem e se foram, na esperança de que a humanidade possa tê-los compreendido e aproveitado suas lições e exemplos.
Choramos porque o Chico foi maltratado pela madrinha; emocionamo-nos por que Jesus foi flagelado na cruz; lamentamos por que Kardec foi perseguido pelo clero e teve seu colégio falido pelas calúnias e difamações. O mesmo aconteceu com as dores de Joana D’ Arc, João Huss e muitos outros nos tempos da inquisição, porque feriam interesses de terceiros. Isso também acontecerá com qualquer um de nós, sempre que contrariarmos políticos, comerciantes, religiosos.
No seio da Igreja Romana, para esconder o adultério, a homossexualidade ou a pedofilia dos padres, matavam-se os inocentes classificando-os de hereges e blasfemos. Agora, quando a barca já afundou, pedem perdão à humanidade pelas suas más ações e lastimáveis omissões. É fácil pedir desculpa, sem reparar o mal.
Se nós os espíritas acreditamos que Jesus, Kardec e o próprio Chico Xavier passaram por terríveis sofrimentos para se manterem fiéis ao que ensinavam, não lamentemos o sofrimento deles, mas ajamos de maneira a valorizar o sacrifício, para mostrar-lhes que valeram a pena as dores que passaram, porque há na Terra quem compreendeu seus exemplos e intenções.
O sucessor de Jesus é o próprio Evangelho que continua vivo, ensinando; o sucessor de Kardec é O Livro dos Espíritos coadjuvado pelas demais obras da Codifi-cação; o sucessor de Chico Xavier está nas mais de quatrocentas obras que ele deixou, a par dos exemplos de vida quando mostrou coerência entre o que falava e o que vivia.
Empolgamo-nos com a mídia que divulga os assuntos da espiritualidade, cada dia mais. Novelas, filmes, entrevistas, reportagens. Envaidecemo-nos por ver uma coleção de artistas importantes declararem-se espíritas, como se isso desse maior importância ao Espiritismo. O que importa não é eles se declararem espíritas, mas que exemplo de conduta têm como espíritas.
Nos dias atuais, quando vivemos praticamente a era do espírito, este filão é muito cobiçado pelos marqueteiros. Muitas editoras passaram a se classificar como espíritas ou espiritualistas, tendo o cuidado de não deixar de produzir o esoterismo, a autoajuda e tudo o que lhes pareça místico porque o público gosta desse tipo de literatura. Afinal, é preciso atacar pelo centro e pelas pontas...
Os livros “psicografados” são os mais vendidos, embora sejam muitas vezes mais o resultado da imaginação novelesca do autor que da mensagem de algum espírito. Mas a palavra psicografia é mágica e vende livros. Se um encarnado escrever, por mais competente e estudioso que seja, despertará pouco interesse, mas se assinar como espírito é sucesso garantido. Mesmo que seja uma história comum.
Temos de nos convencer que ser espírita é algo mais. É cuidar da autorreforma por meio do serviço no bem, trocando defeitos por virtudes, mostrando claramente que entendeu o que representa este momento de vida na Terra, chamado misericórdia da reencarnação.
Que importa se os filmes espíritas vão ganhar algum “Oscar”. Os filmes espíritas não são para os espíritas. Estes têm os livros, os centros, as palestras para aprender. Os filmes são para chamar a atenção da sociedade em geral para que medite sobre algo que não faz parte de suas convicções, por acomodação ou princípios religiosos conservadores, retrógados ou convenientes. Têm preguiça de pensar, porque isso a levaria a ter de mudar e ela não está interessada.
Os Centros Espíritas estão recebendo gente nova que foi ao cinema e agora quer informações mais corretas e profundas. Temos de estar preparados para não desencantá-los, dizendo fantasias ou amedrontando-os quanto aos carmas e às obsessões de caráter destruidor. Aconselhemos que estudem o Espiritismo com seriedade e assiduidade, se desejam compreender efetivamente algo sobre suas vidas, além da matéria. Se não somos um ser humano numa experiência espiritual, mas um ser espiritual numa experiência humana, tratemos de nos preparar para a vida definitiva sob pena de ficarmos estagnados na ignorância e no preconceito.
Deixemos que duvidem os que assim preferem; todos um dia se curvarão à verdade porque a burla, o misticismo e a mentira não podem durar para sempre. Têm uma vida ainda meio longa porque oferecem vantagens materiais; não é por lógica ou bom senso. Um dia isso terá mais valor que o dinheiro e as ovelhas desgarradas se juntarão ao rebanho.
Não pode ser de outra forma, porque somos todos filhos de Deus e estamos CONDENADOS À FELICIDADE!