segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Filmes espíritas lideram recorde de bilheteria no Brasil










"Nosso Lar", filme baseado em best-seller de Chico Xavier, liderou as bilheterias de cinema do Brasil neste final de semana, ao arrecadar R$ 6,1 milhões em ingressos em 443 salas entre sexta e domingo, informou nesta tarde a distribuidora Fox.

Baseado em Chico Xavier, filme espírita estreia como aposta de bilheteria

O número divulgado faz uma estimativa das vendas de domingo e pode mudar até o fechamento final, a ser anunciado entre segunda e terça.

Se confirmado, "Nosso Lar" será a segunda maior abertura para um filme brasileiro desde a retomada do cinema nacional, em 1995, atrás apenas da cinebiografia "Chico Xavier", outro longa de temática espírita, que fez R$ 6,2 milhões em 377 salas em abril.

"Nosso Lar", dirigido por Wagner de Assis e feito com R$ 20 milhões, narra a morte do médico André Luiz e a chegada de seu espírito a uma "colônia", em cenários repletos de efeitos especiais. A trilha sonora é de Philip Glass.

Já "Chico Xavier", dirigido por Daniel Filho e feito com R$ 12 milhões, estreou em 2 de abril, aniversário do centenário de nascimento do médium, e foi visto por mais de 590 mil pessoas em três dias.

Segundo o FilmeB, que reúne dados das distribuidoras no país, "Chico Xavier" é o filme brasileiro mais visto de 2010. Na lista com filmes internacionais, o longa espírita é o sétimo mais visto.

Em terceiro lugar entre as maiores aberturas do cinema nacional desde 1995 está "Se Eu Fosse Você 2", também de Daniel Filho, que estreou em janeiro de 2009 com R$ 5,7 milhões.

domingo, 5 de setembro de 2010

Atenção

Amigos e seguidorers,
Bom diaaaaaaa !!!!!! Apartir dessa semana e sempre estarei respondendo aos recados de visitação que todos deixarem no blog, responderei pelo blog mesmo e não por e-mail, pois voc~es são meus amigos queridos e qualquer duvida que vocês tiverem também responderei assim como fiz para nossa companheira a Helensirley, essa será uma nova forma de poder estar com vocês e qualquer ajuda é so pedirem que eu também publico no blog.
Paz a todoss
Bom domingo

Respondendo a amiga Helensirley

Helensirley
Obrigada por estar visitando o blog.
Na verdade tem uma linha sim de livros a serem seguidos, mas temos nosso livre arbitrio e o importante é que vc esta estudando e entendendo.
A ordem é a seguinte:
1- Livro dos espiritos- Codificado pelo Allan Kardec
2- O livro dos Médiuns- também escrito pelo Allan Kardec
3-Ceu e inferno
4- Genese
5- O que é espiritismo
6- Obras postumas
Depois viriam os livros psicografados pelo nosso amigo Chico Xavier, você também podeoptar caso seje dificiul ler Kardec porque muitas frases são complexas, pode-se optar pelo Leon Dinis.
Mas não há regras o importante é que você esta estudando, so temos que tomar cuidado com o tipo de fonte e de onde vem a escrita espirita, principalmente na internet porque as vezes podem aparecer escritas e estudos mentirosos.
Quando começei a Estudar lia Kardec, também fiz essa mesma pergunta para minha professora e ela me deu a mesma resposta que eu hoje estou te passando.
Estudei muito André Luiz, adoro todos os livros espiritas, mas começei a entender espiritismo lendo os livros antigos da Zibia Gaspareto.
O importante é estudar e entender de onde viemos e para onde voltaremos, agora o que fizemos na vida passada e o que vamos fazer no futuro, pertencer a Deus.
Um grande Beijo no Coração

sábado, 4 de setembro de 2010

A palavra de Emmanuel

Padre Nóbrega
12/01/1949

Meus amigos, muita paz. Também, de nossa parte, associamo-nos, prazerosamente, aos votos do nosso amigo e irmão Professor Joviano, formulando preces ao Altíssimo para que o aniversário1 , ontem assinalado, se reproduza infinitamente com a alegria de todos. É o que desejamos, de coração!

Estimo as considerações em torno do livro espiritista que expendestes há poucos minutos. O trabalho de cristianização, irradiando, sob novos aspectos, do Brasil, não é novidade para nós. Eu havia abandonado o corpo físico em dolorosos compromissos, no século XV, na Península, onde nos devotáramos ao “crê ou morre”, quando compreendi a grandeza do país que nos acolhe agora. Tinha meu espírito entendiado de mandar e querer sem o Cristo. As experiências do dinheiro e da autoridade me haviam deixado a alma em profunda exaustão. Quinze séculos haviam decorrido, sem que eu pudesse imolar-me por amor ao Cordeiro divino, como o fizera, um dia, em Roma, a companheira do coração2 .

Vi a floresta a perder-se de vista e o patrimônio extenso entregue ao desperdício, exigindo retorno à humanidade civilizada e, entendendo as dificuldades do selvícola, relegado à própria sorte nos azares e aventuras da terra dadivosa, que parecia sem fim, aceitei a sotaina, de novo, e por Padre Nóbrega conheci, de perto, as angústias dos simples e as aflições dos degredados3.

Intentava o sacrifício pessoal para esquecer o fastígio mundano e o desencanto de mim mesmo, todavia, quis o Senhor que, desde então, o serviço americano e, muito particularmente, o serviço ao Brasil não me saísse do coração. A tarefa evangelizadora continua. A permuta de nomes não importa. Cremos no reino divino e pugnamos pela ordem cristã. Desde que reconhecemos a governança e a tutela do Cristo, o nome de quem ensina ou de quem faz não altera o programa. Vale, acima de tudo, a execução. A bandeira da cruz prossegue por quanto tempo? Não sabemos. Em torno de nós há um povo que tem fome do Salvador. Ainda que nos devorem as possibilidades, quanto nos consumiam as forças orgânicas noutro tempo, sentir-nos-emos felizes de encontrar, com ele e junto dele, a paz do Príncipe dos Séculos, que nos acena à frente, convocando-nos à era de fraternidade e de paz, talvez em breve porvir. Vosso amigo e servo humilde de sempre,

Emmanuel

Nota da Organizadora:
1 Em referindo-se ao aniversário de Maria, minha mãe, ocorrido na véspera, dia 11.
2 Em referindo-se à sua vida como senador romano, no século I, na figura de Públio Lentulus, unido em matrimônio com Lívia. Vide maiores detalhes no romance Há 2000 Anos...
3 O benfeitor se refere à personalidade de Manoel da Nóbrega, padre jesuíta com missão evangelizadora no Brasil, conforme mencionado em “As vidas sucessivas de Emmanuel”, à página 37 deste volume. Como Padre Manoel da Nóbrega, veio para o Brasil também intencionando redimir-se face à morte de Lívia na arena romana, nos idos do século I, interpretando os selvagens, com quem escolheu conviver em terras brasileiras, como as feras que destroçaram a companheira inesquecível.

(Texto extraído do livro Deus Conosco, páginas 434 e 435)
Edição Vinha de Luz-Serviço Editorial
Fraternidade Espírita Cristã Francisco de Assis
Belo Horizonte-MG

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Amália Domingo Soler





Esta Biografia é para todos saberem um pouco mais sobre a Amália Domingo Soler!!

Amália Domingo Soler nasceu na cidade de Sevilha, na região da Andaluzia, Espanha. Sua cidade natal, cujo simbolo é a "Torre da Giralda", antigo minarete mouro transformado em campanário (com um ornamento em seu topo que gira com o vento: La Giralda), tem brilhante participação na história da Espanha e do Ocidente.

Durante a idade média foi uma das principais cidades de Al-Andalus e um dos focos mais brilhantes da civilização árabe medieval, a fama de seu rei poeta Almotamid permanece como testemunho de uma época de esplendor. Após a reconquista, foi importante centro de transmissão da cultura muçulmana para seus novos senhores cristãos. O Alcazar de Sevilha e a própria Giralda são testemunhos vivos desta mescla que marca até nossos dias o povo da Andaluzia.

Durante os séculos em que o sol não se punha no vasto império espanhol - que cobria as Américas e se estendia pelo Pacifíco - a cidade, onde Amalia nasceu, era o principal porto de acesso aos territórios de além-mar. Riquezas de todos os cantos fluiam por seus armazens e dalí seguiam para financiar as incontáveis guerras que travaram seus reis. Foi justamente após o desmoronar desse império, ferido mortalmente pelas guerras napoleônicas e pela perda da maioria de suas colônias americanas, que nasceu Amalia, em 10 de dezembro de 1835. Estava no trono da Espanha uma criança, a rainha Isabel II (proclamada em 24 de outubro de 1833), com sua mãe - Maria Cristina - como regente.

Este reinado tornou-se um período extremamente conturbado, marcado por ministérios de curta duração, crises religiosas (supressão da Companhia de Jesus e extinção de diversos conventos), epidemias e uma guerra civil - as guerras Carlistas (Don Carlos, cunhado de Maria Cristina não reconheceu Isabel II como rainha, contando com o apoio de parte do clero, grandes proprietários e parte do exército) - cujas sequelas ainda se fariam sentir no século seguinte. Conseqüência direta de tantas dificuldades foi a penuria econômica que caracterizou a vida de grande parcela da população. Devido a miséria e a anarquia, esta também foi a época dos "bandoleros andaluzes" (aprox. 1817 a 1850), grupos de bandidos, que a partir da Serra Morena aterrorizavam os campos andaluzes.

Alguns destes bandidos se transformaram em figuras do folclore e foram imortalizados em canções populares. É neste cenário conturbado que se passa a infância de Amalia Domingo Soler. Infância que não pode ser considerada feliz. Já antes de nascer, tem sua primeira grande perda, pois seu pai parte em uma longa viagem e nunca mais retorna. Aos oito dias de idade fica cega, sendo curada aos três meses por um farmaceútico. Problemas com a vista a seguiriam por toda a vida, sempre ameaçando-a com a cegueira. Os anos seguintes de sua vida passam em relativa segurança, amparada pela mãe, com quem tinha grande afinidade:

"Em meus olhos, que ficaram muito imperfeitos, não sei o que via, mas o certo é que se consagrou em absoluto a mim e não teve outro afã senão o de tornar-me feliz, zelando para não se descuidar, nem de leve com minha educação; basta dizer que quando completei dois anos começou ela a tarefa penosa de ensinar-me a ler, obtendo como prêmio de seu afã que aos cinco anos eu lesse corretamente, fazendo-me ler em voz alta duas horas por dia.

Nossos espíritos se uniram de um modo tão admirável que só no olhar adivinhávamos os nossos pensamentos". Amalia Domingo Soler, Minha Vida. Amalia escreveu suas primerias poesias aos dez anos de idade e aos 18 publicou seus primeiros versos. Uma de suas poesias, recorda os melhores dias de sua juventude, de seus passeios com a mãe e os amigos nos jardins do Alcazar de Sevilha:

A una Rosa
Flor de hermosura ideal,
Bella y delicada rosa,
Yo te contemplé orgullosa
En un jardín oriental.
Hubo un ser que compreendió
Que admiraba tu hermosura;
Temerário te arrancó:
En mi mano te dejó,
Y le miré con ternura.
Otra vez nos encontramos
Y en memoria de la rosa
Cariño eterno juramos;
De amistad pura y preciosa
Un santo lazo formamos.
Hoy tus hojas sin color
Las contemplo y bendigo;
Pues me dieron un amigo
Que es una ignorada flor.
Amalia Domingo Soler
Memorias de una Mujer

Esta poesia, escrita em sua juventude, foi-lhe relembrada, muitos anos depois, pelo espírito do amigo citado. Amalia não chegou a casar-se e aos vinte cinco anos, com o falecimento de sua mãe, começou a fase mais dificil de sua existência. Os recursos que sua mãe dispunha, praticamente se esgotaram no tratamento de sua saúde e as relações com seus familiares - parentes do pai - não eram das melhores.

Assim, além da solidão, começaram para Amalia dias de grande penuria. As soluções propostas por seus familiares lhe foram impossiveis de aceitar: entrada no convento ou casamento arranjado com um senhor de muito mais idade, em boa situação financeira. Assim ela se dirigiu a Madrid, capital do país, na esperança de encontrar melhores condições de sobreviver, com suas poesias e com um trabalho modesto. Suas dificuldades foram imensas, até fome passou e teve de recorrer a instituições de caridade, pois raríssimas as possibilidades de trabalho honrado para uma moça pobre e desamparada. Nesse período, no desespero da fome e da solidão, pensa até em matar-se.

Em uma noite de grande amargura, em que tinha perdido até mesmo a noção de Deus e debatia-se na duvida do destino de sua mãe, esta lhe aparece e causa-lhe viva impressão. Impressionada pela visão de sua mãe, recorda-se da religião e busca reconforto nas igrejas. É porém junto a uma igreja luterana que encontra o apoio que procura. A palavra de seus pastores e a convicção de seus fiéis lhe trazem de novo a fé e o consolo da confiança em Jesus. O esforço de escrever versos, dos pequenos trabalhos de costura, unidos a dificil condição em que vivia, lhe pioraram significativamente a vista e somente graças ao tratamento feito por um médico homeopata, salvou-se da cegueira.

Foi também este médico que lhe fala pela primeira vez de uns "loucos", adeptos de uma novidade chamada Espiritismo, e lhe empresta um exemplar do jornal espírita "El Critério". O curioso é que o médico era materialista e lhe fala do Espiritismo para consola-la de suas aflições. É lendo um artigo deste jornal - reproduzido nas suas memórias - que ela se convence da verdade do Espiritismo e busca maiores informações. Estuda o que lhe chega as mãos sobre o Espiritismo e para poder ter acesso as revistas espíritas, começa a escrever artigos para elas. O primeiro de seus trabalhos espíritas é uma poesia para o jornal "El Critério", que embora não tenha sido publicada, lhe valeu uma carta do editor - Visconde de Torres Solanot - com um livro espírita de sua autoria (Preliminares del Espiritismo).

É no periódico espírita "La Revelación", da cidade de Alicante, que pela primeira vez sai publicado um texto de Amalia Domingo Soler, uma poesia. Seu primeiro artigo doutrinário, "La Fe Espiritista" sai pelo "El Critério", em seu número 9, de 1872. Seus artigos chamaram a atenção e aos poucos integra-se ao movimento espírita espanhol, participando de reuniões. Foi em 31 de março de 1875 - aniversário da desencarnação de Allan Kardec - que no salão da Sociedad Espiritista Española, diante dos membros desta sociedade, Amalia lê sua poesia "A la Memoria de Allan Kardec" e - como registra em suas memórias - passa a fazer parte das fileiras dos propagandistas da Doutrina Espírita. Grande escritora, com textos que falam tanto ao coração como a razão, e de espírito tão extraordinário como seu talento com as letras, conquistou totalmente as simpatias dos espíritas espanhóis. Fernandes Colavida a presenteia com a coleção das obras de Allan Kardec.

Os espíritas de Alicante a convidam a ficar junto a eles, sob sua proteção, dedicando-se exclusivamente a divulgação da Doutrina. Junto aos espíritas de Murcia permanece 4 meses recuperando-se de uma enfermidade. Amalia, firmemente acreditando que seria errado viver do Espiritismo, continua a trabalhar de dia e escrever de noite. Permance em Madrid até que se muda para Barcelona, em 10 de agosto de 1876, convidada pelo grupo espírita "Circulo La Buena Nueva" e com a esperança de encontrar melhores condições de trabalho na capital Catalã, já então cidade empreendedora e de grande atividade econômica. Três meses após chegar a Barcelona, novamente os problemas de visão voltaram a atormentar Amalia e quase cega encontrou amparo na familia de Luís Lach, presidente do Circulo. Lhe deram abrigo e condições de dedicar-se integralmente ao Espiritismo. Nas reuniões do Circulo, Amalia veio a conhecer Miguel Vives, médium extraordinário, através do qual recebeu mensagens de sua mãe.

Também entre os espíritas barcelonenses conheceu o médium sonâmbulo Eudaldo, que se tornou seu colaborador e através do qual recebeu grande número de mensagens, incluse as que foram reunidas no livro "Memórias del Padre German". O Padre Germano, guia espiritual de Amalia, se apresentou pela primeira vez em 9 de maio de 1879 e a publicação de suas memórias foi feita em partes a partir de 29 de abril de 1880. Além de publicar artigos em periódicos espíritas, Amalia também refutou ataques ao Espiritismo em jornais como a "Gaceta de Cataluña", ficando célebre sua polêmica com o orador católico Vicente de Manterola. Em 1878, Vicente iniciou uma série de conferências combatendo o Espiritismo, as quais Amalia assistia e respondia em artigos na "Gaceta de Cataluña". O mesmo orador chegou a publicar, em 1879, um livro intitulado "El Satanismo, o sea la Catédra de Satanás, combatida desde la Cátedra del Espíritu Santo - Refutación de los errores de la Escuela Espiritista". Este foi refutado em uma série de 46 artigos de Amalia, reunidos posteriormente no livro "El Espiritismo refutando los errores del Catolicismo". Em 22 de maio de 1879 sai o primeiro número do periódico "La Luz del Porvenir", dirigido por Amalia Domingo Soler. O periódico surgiu devido a insistência de Luís Lach e do editor Juan Torrents que convenceram-na a aceitar a tarefa de criar um periódico direcionado a "mulher espiritista".

No primeiro número saiu o artigo "La idea de Dios" que foi denunciado as autoridades e provocou a suspensão do periódico por 42 semanas (voltou a ser publicado antes devido a um decreto do rei Alfonso XII). Durante a suspensão do periódico, foi publicado um substituto "El Eco de la Verdad", que chegou a ser denunciado por outro artigo ("Los Obreros" de Cándida Sanz) e absolvido. Importante notar que estas denuncias - embora uma reação de setores religiosos que se sentiam ameaçados pelo Espiritismo - não são tão dificeis de se compreender, se considerarmos o clima geral da época de Alfonso XII. Este rei subiu ao trono com 17 anos em 29 de dezembro de 1874, em meio a uma crise politica que levou a abdicação de sua mãe, a rainha Isabel II. A Espanha vivia um clima de extremismos, com o governo tendo que defender-se tanto contra os "Carlistas", que retomam a guerra civil, quanto contra os republicanos que querem o fim da monarquia. Reformas liberais necessarias a modernização do pais, misturavam-se com manifestos militares, crises politícas e novas guerras na África. O Catolicismo é a religião oficial do estado e procura reagir com todas as suas forças as mudanças liberalizantes que podem comprometer-lhe essa posição.

O periódico "La Luz del Porvenir" foi publicado até 1899 e muitos dos artigos de Amalia Domingos Soler publicados durante este período - incluindo "La Idea de Dios" - foram, a partir de 1972, reunidos por Salvador Sanchís Serra nos livros "La Luz del Porvenir" e "La Luz del Camino", distribuidos gratuitamente por ele e pelo grupo espírita "La Luz del Camino" de Orihuela, Alicante. As memórias de Amalia Domingo Soler foram escritas em 1891, sob orientação do Padre Germano. Até aquela data ela tinha escrito 1286 artigos, que foram publicados em periódicos na Espanha e no exterior: "El Critério" e "El Espiritismo", de Madri; "La Gaceta de Cataluña", "La Luz del Porvenir" e a "Revista de Estudos Psicológicos" de Barcelona;" La Revelación", de Alicante; "El Espiritismo", de Sevilha; "La Ilustración Espirita", do México;" La Ley del Amor", de Mérida de Yucatán; "La Revista Espiritista", de Montevidéu; "La Constancia", de Buenos Aires; os" Annali dello Spiritismo" na Italia;" El Buen Sentido", de Lérida e outros dos quais não há mais registro.

Em 29 de abril de 1909, de Barcelona, Amalia retornou ao plano espiritual, o que não significa que se afastou de seu labor em pról do Espiritismo. Em 10 de julho de 1912, por intermédio da médium Maria - que colaborou com ela em vida, substituindo Eudaldo - completou suas memórias e, recentemente, nas viagens do médium Divaldo Pereira Franco à Espanha, tem transmitido mensagens de orientação e encorajamento aos espíritas espanhóis. O Espiritismo na Espanha continuaria a progredir até as vespéras da Guerra Civil de 1936-1939, quando o conflito latente desde a regência de Maria Cristina entre uma Espanha que queria ser moderna e uma que sonhava com o passado, transformou-se em uma sangrenta guerra civil.

As proporções do conflito, se hoje não causam espanto, é porque foram eclipsadas pela II Guerra Mundial, imediatamente posterior. Ao final desta guerra civil, a Espanha mergulhou nos 40 anos da ditadura do General Franco, que tudo fez para abafar qualquer idéia que não se enquadrasse na visão de mundo de seu regime. O Espiritismo, perseguido e jogado na clandestinidade, porém voltou a surgir imediatamente ao fim do regime franquista, em uma Espanha nova, liderada por políticos mais maduros e por um rei esclarecido e humano, Juan Carlos I.

O balanço da obra de Amalia Domingo Soler é dificil de se fazer, pois os seus frutos ainda continuam surgindo. O movimento espírita espanhol do final do século XIX, obra de Amalia e de outros grandes pioneiros, como Fernandes Colavida e Miguel Vives y Vives, abrigou o primeiro congresso espírita internacional em 1888, influenciou os movimentos nascentes nos vários países de lingua espanhola da América Latina e - como precedente histórico - é a base para o atual renascimento do espiritismo espanhol. Seus artigos são hoje, como foram ontem, exposições claras e diretas do Espiritismo. Fieis interpretes da Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec. Lidos e veiculados pelos meios de comunicação modernos, entre eles a Internet.
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Bibliografia
A Serviço do Espiritismo (Divaldo Pereira Franco na Europa), Nilson de Souza Pereira e Divaldo Pereira Franco, editora Leal, Bahia, Brasil;
Historia de España, Jose Terrero, Editorial Ramón Sopena, Barcelona, España;
Historia de Sevilha, José Maria de Mena, Plaza & Janes Editores, Barcelona, España;
La Luz del Camino, Amalia Domingo Soler, Editora Espírita Allan Kardec, Málaga;
La Luz del Porvenir, Amalia Domingo Soler, Editora Espírita Allan Kardec, Málaga;
Memórias de una Mujer, Amalia Domingo Soler, Editora Amelia Boudet, Barcelona, Espanha;
Memórias del Padre Germán, Amalia Domingo Soler, Editora Amelia Boudet, Barcelona, Espanha;
Minha Vida, Amalia Domingo Soler (trad. das Memórias por Isolina Bresolin Vianna e Wallace Leal V. Rodrigues), Casa Editora O Clarim, Matão, Brasil;

Reencarnação e Vida, Amalia Domingo Soler (trad. do livro "Hechos que Prueban" por Jurema de Castro), Instituto de Difusão Espírita, Araras, Brasil;

Divaldo Franco - Amalia Domingo Soler

Psicofonia recibida en la III Reunion del CEI Sudamerica en la Ciudad de LIMA PERU - 12 de octubre 2008

Dê uma chance a você mesmo

Talvez você já tenha feito perguntas como estas:
De onde vim ao nascer? Para onde irei depois da morte? O que há depois dela?

Por que uns sofrem mais do que outros? Por que uns têm determinada aptidão e outros não?

Por que alguns nascem ricos e outros pobres? Alguns cegos, aleijados, débeis mentais, enquanto outros nascem inteligentes e saudáveis? Por que Deus permite tamanha desigualdade entre seus filhos?

Por que uns, que são maus, sofrem menos que outros, que são bons?

No entanto, a maioria das pessoas, vivendo a vida atribulada de hoje, não está interessada nos problemas fundamentais da existência. Antes se preocupam com seus negócios, com seus prazeres, com seus problemas particulares. Acham que questões como "a existência de Deus" e "a imortalidade da alma" são da competência de sacerdotes, de ministros religiosos, de filósofos e teólogos. Quando tudo vai bem em suas vidas, elas nem se lembram de Deus e, quando se lembram, é apenas para fazer uma oração, ir a um templo, como se tais atitudes fossem simples obrigações das quais todas têm que se desincumbir de uma maneira ou de outra. A religião para elas é mera formalidade social, alguma coisa que as pessoas devem ter, e nada mais; no máximo será um desencargo de consciência, para estar bem com Deus. Tanto assim, que muitos nem sequer alimentam firme convicção naquilo que professam, carregando sérias dúvidas a respeito de Deus e da continuidade da vida após a morte.

Quando, porém, tais pessoas são surpreendidas por um grande problema, a perda de um ente querido, uma doença incurável, uma queda financeira desastrosa - fatos que podem acontecer na vida de qualquer pessoa - não encontram em si mesmas a fé necessária, nem a compreensão para enfrentar o problema com coragem e resignação, caindo, invariavelmente, no desespero.

Onde se encontra a solução?

Há uma doutrina que atende a todos estes questionamentos. É o Espiritismo.

O conhecimento espírita abre-nos uma visão ampla e racional da vida, explicando-a de maneira convincente e permitindo-nos iniciar uma transformação íntima, para melhor.

Mas, o que é o Espiritismo?

O Espiritismo é a doutrina revelada pelos Espíritos Superiores, através de médiuns, e organizada (codificada), no século XIX, por um educador francês, conhecido por Allan Kardec.

O Espiritismo é, ao mesmo tempo filosofia, ciência e religião.

Filosofia, porque dá uma interpretação da vida, respondendo questões como "de onde eu vim", "o que faço no mundo", "para onde irei depois da morte". Toda doutrina que dá uma interpretação da vida, uma concepção própria do mundo, é uma filosofia.

Ciência, porque estuda, à luz da razão e dentro de critérios científicos, os fenômenos mediúnicos, isto é, fenômenos provocados pelos espíritos e que não passam de fatos naturais. Todos os fenômenos, mesmo os mais estranhos, têm explicação científica. Não existe o sobrenatural no Espiritismo.

Religião, porque tem por objetivo a transformação moral do homem, revivendo os ensinamentos de Jesus Cristo, na sua verdadeira expressão de simplicidade, pureza e amor. Uma religião simples sem sacerdotes, cerimoniais e nem sacramentos de espécie alguma. Sem rituais, culto a imagens, velas, vestes especiais, nem manifestações exteriores.

E quais são os fundamentos básicos do Espiritismo?

A existência de Deus que é o Criador, causa primária de todas as coisas. A Suprema Inteligência. É eterno, imutável, imaterial, onipotente, soberanamente justo e bom.

A imortalidade da alma ou espírito. O espírito é o princípio inteligente do Universo, criado por Deus, para evoluir e realizar-se individualmente pelos seus próprios esforços. Como espíritos já existíamos antes do nascimento e continuaremos a existir depois da morte do corpo.

A reencarnação. Criado simples e sem nenhum conhecimento, o espírito é quem decide e cria o seu próprio destino. Para isso, ele é dotado de livre-arbítrio, ou seja, capacidade de escolher entre o bem e o mal. Tem a possibilidade de se desenvolver, evoluir, aperfeiçoar-se, de tornar-se cada vez melhor, mais perfeito, como um aluno na escola, passando de uma série para outra, através dos diversos cursos. Essa evolução requer aprendizado, e o espírito só pode alcançá-la encarnando no mundo e reencarnando, quantas vezes necessárias, para adquirir mais conhecimento, através das múltiplas experiências de vida. O progresso adquirido pelo espírito não é somente intelectual, mas, sobretudo, o progresso moral.

Não nos lembramos das existências passadas e nisso também se manifesta a sabedoria de Deus. Se lembrássemos do mal que fizemos ou dos sofrimentos que passamos, dos inimigos que nos prejudicaram ou daqueles a quem prejudicamos, não teríamos condições de viver entre eles atualmente. Pois, muitas vezes, os inimigos do passado hoje são nossos filhos, nossos irmãos, nossos pais, nossos amigos que, presentemente, se encontram junto de nós para a reconciliação. A reencarnação, desta forma, é a oportunidade de reparação, assim como é, também, oportunidade de devotarmos nossos esforços pelo bem dos outros, apressando nossa evolução espiritual. Pelo mecanismo da reencarnação vemos que Deus não castiga. Somos nós os causadores dos próprios sofrimentos, pela lei de "ação e reação".

A comunicabilidade dos espíritos. Os espíritos são seres humanos desencarnados e continuam sendo como eram quando encarnados: bons ou maus, sérios ou brincalhões, trabalhadores ou preguiçosos, cultos ou medíocres, verdadeiros ou mentirosos. Eles estão por toda parte. Não estão ociosos. Pelo contrário, eles têm as suas ocupações. Através dos denominados médiuns, o espírito pode se comunicar conosco, se puder e se quiser.

A pluralidade dos mundos habitados. Os diferentes mundos, disseminados pelo espaço infinito, constituem as inúmeras moradas aos Espíritos que neles encarnam. As condições desses mundos diferem quanto ao grau de adiantamento ou de inferioridades dos seus habitantes.

Como o Espiritismo interpreta o Céu e o Inferno?

Não há céu nem inferno. Existem, sim, estados de alma que podem ser descritos como celestiais ou infernais. Não existem também anjos ou demônios, mas apenas espíritos superiores e espíritos inferiores, que também estão a caminho da perfeição - os bons se tornando melhores e os maus se regenerando.

Deus não se esquece de nenhum de seus filhos, deixando a cada um o mérito das suas obras. Somente desta forma podemos entender a Suprema Justiça Divina.

Por que o Espiritismo realça a Caridade?

Porque fora dos preceitos da verdadeira caridade, o espírito não poderá atingir a perfeição para a qual foi destinado. Tendo-a por norma, todos os homens são irmãos e qualquer que seja a forma pela qual adorem o Criador, eles se estendem as mãos, se entendem e se ajudam mutuamente.

Por que fé raciocinada?

A fé sem raciocínio não passa de uma crendice ou mesmo de uma superstição. Antes de aceitarmos alguma coisa como verdade, devemos analisá-la bem. "Fé inabalável é aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade."- Allan Kardec.

E onde podemos encontrar mais esclarecimentos sobre o Espiritismo?

Começando pela leitura dos livros de Allan Kardec:

O LIVRO DOS ESPÍRITOS. O livro básico da Doutrina Espírita. Contém os princípios do Espiritismo sobre a imortalidade da alma, a natureza dos espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida futura e o porvir da humanidade.

O LIVRO DOS MÉDIUNS. Reúne as explicações sobre todos os gêneros de manifestações mediúnicas, os meios de comunicação e relação com os espíritos, a educação da mediunidade e as dificuldades que eventualmente possam surgir na sua prática.

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. É o livro dedicado à explicação das máximas de Jesus, de acordo com o Espiritismo e sua aplicação às diversas situações da vida.

O CÉU E O INFERNO, ou "A Justiça Divina Segundo o Espiritismo". Oferece o exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual. Coloca ao alcance de todos o conhecimento do mecanismo pelo qual se processa a Justiça Divina.

A GÊNESE. Destacam-se os temas: Existência de Deus, origem do bem e do mal, explicações sobre as leis naturais, a criação e a vida no Universo, a formação da Terra, a formação primária dos seres vivos, o homem corpóreo e a união do princípio espiritual à matéria.

Você poderá ler, ainda, os livros psicografados por Francisco Cândido Xavier, Divaldo Pereira Franco, Yvonne Pereira, José Raul Teixeira, etc. e os livros de Léon Denis, Gabriel Delanne e de tantos outros autores, encontrando-se entre eles estudos doutrinários, romances, poesias, histórias e mensagens de alento. Depois desta simples leitura, você poderá ter dúvidas e perguntas a fazer. Se tiver, é bom sinal. Sinal que você está procurando explicações racionais para a vida. Você as encontrará lendo os livros indicados acima e procurando um Centro Espírita seguramente doutrinário e indiscutivelmente Espírita.

Texto da Federação Espírita do Paraná - Você poderá solicitar informações à Sociedade Espírita André Luiz.