segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Pegadas de Chico Xavier - Jerônimo Mendonça


Nascido em Ituiutaba (MG), em 1º de Novembro de 1939, tendo
desencarnado em 25 de Novembro de 1989, a vida do médium
Jerônimo Mendonça foi um exemplo de superação de limites.
Totalmente paralítico há mais de trinta anos, sem mover nem o
pescoço, cego há mais de vinte anos, com artrite reumatoide que lhe
dava dores terríveis no peito e emtodo o corpo, era levado por mãos
amigas, por todo o Brasil afora, para proferir palestras. Foi tão
grande o seu exemplo que foi apelidado "O Gigante Deitado" pelos
amigos e pela imprensa.
Houve uma época, em meados de 1960, quando ainda
enxergava, que Jerônimo quase desencarnou. Uma hemorragia
acentuada das vias urinárias o acometeu... Estava internado num
hospital de Ituiutaba quando o médico, amigo, chamou seus
companheiros espíritas que ali estavam e lhes disse que o caso não
tinha solução.Ahemorragia não cedia e ele ia desencarnar.
— Doutor será que podemos, pelo menos, levá-lo até Uberaba,
para despedir-se de Chico Xavier? Eles são muitos amigos.
—Só se for de avião. De carro, ele morre no meio do caminho.
Um de seus amigos tinha avião. Levaram-no para Uberaba. O
lençol que o cobria era branco. Quando chegaram a Uberaba,
estava vermelho, tinto de sangue. Chegaram à Comunhão Espírita
da Prece, onde o Chico trabalhava, então. Naquela hora, ele não
estava, participava de trabalho de peregrinação, visita fraterna,
levando o pão e o Evangelho aos pobres e doentes.
Ao chegar, vendo o amigo vermelho de sangue, disse o Chico:
—Olha só quem está nos visitando! O Jerônimo! Está parecendo
uma rosa vermelha!
Vamos todos dar uma beijo nessa rosa, mas com muito cuidado
para ela não “despetalar".
Um a um, os companheiros passavam e lhe davam um suave
beijo no rosto. Ele sentia a vibração da energia fluídica que recebia
em cada beijo. Finalmente, Chico deu-lhe um beijo, colocando a
mão no seu abdome, permanecendo assim por alguns minutos. Era
a sensação deumchoque de alta voltagem saindo da mão de Chico,
o que Jerônimo percebeu.Ahemorragia parou.
Ele que, fraco, havia ido ali se despedir, para desencarnar,
acabou fazendo a explanação evangélica, a pedido de Chico. Em
seguida vem a explicação:
—Você sabe o porquê desta hemorragia, Jerônimo?
—Não, Chico.
— Foi porque você aceitou o "Coitadinho".
Coitadinho do Jerônimo, coitadinho... Você
desenvolveu a autopiedade. Começou a ter dó de
você mesmo. Isso gerou um processo destrutivo. O
seu pensamento negativo, fluidicamente, interferiu no
seu corpo físico, gerando a lesão. Doravante,
Jerônimo, vença o coitadinho. Tenha bom ânimo,
alegre-se, cante, brinque, para que os outros não
sintam piedade de você.
Ele seguiu o conselho. A partir de então, após as
palestras, ele cantava e contava histórias hilariantes
sobre as suas dificuldades. A maioria das pessoas
esquecia, nestes momentos, que ele era cego e
paralítico.Tornava-se igual aos sadios.
Sobreviveu, quase trinta anos após, à hemorragia
"fatal".Venceu o “coitadinho".
Que essa história nos seja um exemplo para que,
nos momentos difíceis, tenhamos bom ânimo,
vencendo a nossa tendência natural de autopiedade e
esmorecimento.
Extraído do Jornal Espírita de Setembro de 2007.

Destruição Necessária e Destruição Abusiva

O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Capítulo VI "Da Lei de Destruição”
Questão 730:
á-la ê-la
— Uma vez que a morte nos faz passar a uma vida melhor, nos livra dos males desta, sendo, pois, mais de
desej do que de tem , por que lhe tem o homem, instintivamente, tal horror, que ela lhe é sempre motivo de apreensão?
“Já dissemos que o homem deve procurar prolongar a vida, para cumprir a sua tarefa. Tal o motivo por que Deus lhe deu o
instinto de conservação, instinto que o sustenta nas provas. A não ser assim, ele muito frequentemente se entregaria ao
desânimo. A voz íntima, que o induz a repelir a morte, lhe diz que ainda pode realizar alguma coisa pelo seu progresso. A
ameaça de um perigo constitui aviso, para que se aproveite da dilação que Deus lhe concede. Mas, ingrato, o homem
rende graças mais vezes à sua estrela do que ao seu Criador.”

“Já dissemos que o homem deve procurar prolongar a
vida, para cumprir sua tarefa...”
“Tal motivo por que Deus lhe deu o instinto de
conservação, instinto que o sustenta nas provas. A não
ser assim, ele muito frequentemente se entregaria ao
desânimo...”
“A voz íntima, que o induz a repelir a morte, lhe diz que
ainda pode realizar alguma coisa pelo seu progresso. A
ameaça de um perigo constitui aviso, para que se
aproveite da dilação que Deus lhe concede...”
“Mas, ingrato, ohomemrende graças mais vezes à sua
estrela do que ao seu Criador.”
Deus, ao criar nosso espírito, colocou em sua composição
a “centelha divina” que é o grande indicador sobre o bem e o
mal, preparando-nos para a nossa tarefa, inicialmente por
nós desconhecida, e para que a cumpramos no menor tempo
possível.
Ao reencarnarmos, já trazemos o conhecimento da tarefa
a ser cumprida, para que possamos distinguir os traços
maléficos que serão empecilhos para a sua execução, tão
desejada peloAlto.
Muita das vezes nos envolvemos somente com as
questões dos bens materiais, que as tarefas do campo moral
passam a ser de pouca importância para nós; tarefas essas
que, se cumpridas, serão de grande importância para a
percepção da presença de Deus. Lembremos que
“prolongar a vida” representa, também, incluirmos um tempo
para estudar sobre o que são e como executar essas tarefas.
Este estudo nos fortalecerá para cumpri-las da melhor forma
que nos for possível.
Os Espíritos nos falam do conhecido instinto de
sobrevivência, tão ignorado por nós, sinalizando-nos sobre
os desvios do bem, quando então, desanimados pelo nosso
orgulho ferido, buscamos retornar para o melhor caminho.
Essas sinalizações são sempre dolorosas, forçando-nos
de forma inconsciente, a encontrar no nosso íntimo as lições
deixadas por Jesus, como um pedido de melhor observação
sobre nossos atos.
A maioria das pessoas desconhece ou desacredita na
continuidade do espírito, que, alforriado do corpo (matéria),
retorna à pátria espiritual e, lá chegando, toma consciência
da verdade, sofre a maior desilusão pelo tempo perdido e
busca retornar à vida terrena, mais compromissado ainda,
para que possa, em mais uma reencarnação, cumprir a lei
divina, sabendo que o retorno será, novamente, um caminho
que necessitará de muito esforço e, quiçá, de muito
sofrimento.
Tais avisos de perigo, que se apresentam de várias formas
e revestidos de mil facetas, nos alertam sobre nossas
responsabilidades, materiais sim, mas principalmente as
espirituais.
Indica-nos o retorno ao mundo espiritual, muitas vezes
com as “mãos vazias” de boas ações, e a nossa inteligência,
aliada à nossa consciência, já nos dá a entender que Deus
espera mais de nós do que vivermos uma vida tão fútil e, na
maioria, tão curta.
Tomemos consciência de uma diferente realidade:
estamos preparados para executar uma tarefa muito
importante para o nosso crescimento espiritual e ser-nos-á
penoso, ao desencarnarmos, voltarmos ao verdadeiro lar,
falidos nesse compromisso.
Por esse temor, entendemos o medo da morte,
principalmente para nós, espíritas que, através de tão rica
literatura, que não nos deixa esquecer as mínimas
orientações sobre a vida espiritual, passamos a ter a visão
mais clara sobre esse fracasso.
Mas Deus é justo. Apesar de estar conosco nessa
caminhada, carregando-nos no colo sem que percebamos,
acreditando em nosso progresso espiritual, fornecerá novas
oportunidades de regresso, através de tantas outras
reencarnações, para o término dessa execução.
Só assim, cumpridos todos os nossos débitos,
retornaremos ao Pai, agradecidos.
Lembremos que a destruição se faz necessária, para que
tudo renasça melhor, devendo a conservação obedecer
sempre à melhoria e ao tempo determinado por Deus.
Não cai uma só folha sem o consentimento de Deus.
Neste final de orientação, vemos o nosso retrato.
Julgamo-nos estar acima de tudo e, olhando para dentro
de nós, julgamos nossas vitórias como atitudes inteligentes.
Quando não, nos momentos difíceis, barganhamos com os
servidores do Cristo, pagando com materiais fúteis, isto se
atenderem aos nossos pedidos!
Esquecemos de agradecer a Deus quando conseguimos
evitar os desenganos e a retomada à vida íntegra.
Estamos em aprendizado; mas se faz imperioso que
reconheçamos essa tomada de consciência , não
perdendo uma nova oportunidade de cumprirmos
integralmente essa tarefa designada pelo Alto, a seu tempo e
com o amor que já aprendemos a ter.
Ao Mestre, o nosso muito obrigado!
hoje
Vano
Bibliografia: O Livro dos Espíritos - Allan Kardec - Tradução de Guillon
Ribeiro, Editora FEB – 84ª ed.

Família na Atualidade

http://www.espiritismoeluz.org.br/seareiro/seareiro_06_2009.pdf

Ao nos questionarmos sobre o porquê de tantas
desgraças nas famílias, não nos esqueçamos: Deus a
nenhum de nós falta, faltou ou faltará. Não deixemos de crer
que uma força bendita nos rege e que cabe a cada um se
envolver nela.
Assim como o som atravessa a massa atmosférica, o
pensamento o faz no fluido universal, em níveis de expansão
muitíssimo maiores, levando os nossos bons fluidos, se
tivermos fé, para auxílio nosso e de todos os demais que se
encontrememsituações desesperadoras.
Com o progresso material, modificamos nossos hábitos e,
consequentemente, ao recapitularmos nosso convívio
familiar de outrora e os compararmos aos de hoje, podemos
observar as alterações ocorridas, variando a forma de acordo
com as épocas, regiões e até as maneiras disciplinares que
eram aplicadas.
Era uma prática comum na educação que, quando os
adultos estivessem conversando, as crianças não poderiam
interromper ou, mesmo, transitar entre os circunstantes.
À parte algumas condutas extremadas, considerando o
equilíbrio, perdemos as rédeas da educação ao longo das
décadas. Sem saber direcionar a liberdade conquistada, o
homem adulto, desorientado, não soube se conduzir na
criação de seus filhos. A permissividade preconizada pela
psicologia moderna, pregando o direito de escolha desde a
tenra idade, surgiu como o reverso à repressão austera dos
tempos idos.
A falta de equilíbrio nos fez oscilar entre extremos,
mostrando nossa imaturidade para usufruirmos da liberdade
a nós concedida. Aconquista de emancipações e direitos, se
canalizados por nós, homens e mulheres, com maturidade,
serviria de aprimoramento e evolução na condução de nossa
caminhada e, desse modo, a educação de nossos filhos seria
melhor e mais aprimorada que a de nossos antecessores.
Mas, se erramos ao longo do caminho, o Pai, como todos
os pais que querem a nossa melhora, nos concede novas
oportunidades.
A vida continua, nós somos eternos e é sempre tempo de
recomeçar, fazer, trabalhar.
Às vezes, ouve-se falar em casamento como
instituição falida ou até de “museu da família”,
este último em alusão ao que perdemos de bom
dos convívios de outrora.
Ora! Já se disse que, se não precisássemos de mãe para
nascer, sairíamos da casca deumovo.
A família se inicia com a união de duas pessoas; elas
devem ter responsabilidade para receber um novo ser e os
compromissos são dos três. Esta é a oportunidade divina
para o resgate, entendimento, amizade e o verdadeiro amor
que, se alcançado, substituirá prováveis algemas por laços
de união.
Como se explicam essas dolorosas notícias de violência e
abuso sexual entre pais e filhos, vindas de localidades
diversas, que ferem nossas fibras mais sutis, por já não
aceitarmos tal barbárieemnossos dias?
Se entendermos que o mundo não é apenas este; que a
vida não se extingue e nem se resume a uma única
encarnação; que Deus rege o Universo e que, sendo Ele
perfeito, não poderia haver injustiças, temos que admitir que
nada é por acaso e que o homem responde, segundo a Lei de
Causa e Efeito, por todos os erros cometidos ao longo de sua
existência, sendo-lhe concedida sempre a oportunidade de
arrependimento e correção das faltas do passado. Assim,
não há vítimas, embora um erro não justifique o outro, como
diz o Evangelho: “É necessário que venha o escândalo, mas
ai daquele por quem vem o escândalo”.
Deus nos concede oportunidades e a família é um campo
vasto para as correções. O núcleo familiar é o começo de
tudo, daí a necessidade de o homem utilizar sua inteligência
para aquilatar a importância que esta (a família) tem no
contexto mundial. A educação não começa na escola, nela
apenas desenvolvemos a parte intelectual. A moral, os bons
costumes, a valorização de um caráter íntegro, digno e
correto devem se iniciar e se aprimorar no âmbito familiar,
desde a concepção, com os hábitos e procedimentos dos
pais. Lembremo-nos de que este indivíduo sairá do lar e
ocupará um lugar na sociedade, quiçá na posição de um
estadista, governando uma nação.
Como reclamar de nossos governantes se nós os
elegemos e os mesmos pertencem à mesma
sociedade de cuja educação também
participamos? Como estamos nos reeducando e
educando nossos filhos?
Para fortalecermos as nossas convicções, o
nosso ânimo e unirmos diariamente os
pensamentos com o mais Alto, faz-se necessária a
oração. Orar é conversar com Deus, é unir nossos
pensamentos àqueles que permanecem na
Espiritualidade e vibram por nós para que atinjamos
nossos objetivos de resgate e entendimento
assumidos antes de reencarnarmos. Eles, por nos
amarem, torcem pelos nossos acertos. A oração,
assim, passa a ser um refrigério para o nosso
espírito, para a recuperação das energias que tanto
gastamos com os problemas materiais.
Harmonizemos o nosso lar com a prática da
prece e eduquemos os nossos filhos, direcionandoos
para que, desde cedo, aprendam a não buscar a
felicidade nas coisas terrenas, auxiliando-os a
se perderem pelas imperfeições que possam
trazer de seu passado. Dessa maneira,
estaremos, verdadeiramente, nos permitindo o
auxílio dos amigos espirituais e dando as
condições possíveis para que a criança, que
recebemos, seja educada e cresça não só na
matéria, mas, principalmente, no campo moral.
Este é o único legado que nossos filhos poderão
levar, ao retornarem à pátria espiritual.
O Evangelho no Lar é o remédio indicado para todos os
lares, sem contraindicação. Que possamos viver em lares,
não importa que sejam construções suntuosas ou modestas,
higienizando-os com o Evangelho e pensamentos salutares.

Rosangela