Aconteceu em Paris
André (Espírito)/Mauren R. M. Wetzstein
Esta obra ambientada em Paris, século XVIII, trata de assuntos como magnetismo, culpa, solidão, preconceitos, etc.. Com uma abordagem envolvente e ricamente doutrinária, a história de André de Soissons nos permite adentrar em temas como livre-arbítrio, lei de causa e efeito, imortalidade e reencarnação. Até que ponto um homem pode se elevar acima das misérias humanas? Descubra nessa instigante narrativa!
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Horizontes das profecias
Diversos Espíritos/José Maria de Medeiros Souza
Os Benfeitores da Humanidade preocupados com o futuro do Homem e a destinação da Terra, têm ofertado, através de mensagens, diretrizes edificantes que contribuem para a elevação espiritual do ser. Nesse contexto, Cairbar Schutel, Bezerra de Menezes, Jésus Gonçalves e outros espíritos nobres trazem, até você, palavras capazes de acionar os potenciais criativos de cada um, para que haja luz nos Horizontes da vida.
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Um trágico equívoco
F. Altamir da Cunha
Autoridades médicas consideram o suicídio um problema de saúde pública. Estudiosos do assunto associam-no a uma interação de fatores sociais, culturais, psíquicos e biológicos, dentre outros. Esta obra apresenta também a obsessão como importante fator na sugestão e concretização das ideações suicidas, à luz da Doutrina Espírita.
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Blog com a finalidade da Divulgação do Espiritismo, através das lições de Amor que Jesus nos deixou.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Ler Matéria - Jornal O CLARIM
O que é a morte – o que é o espírito
Cairbar Schutel
Publicado em 26 de setembro de 1936
A expressão morte, em sua significação literal, não exprime a verdade do fenômeno, que nós, espíritas, com muito justa razão, denominamos desencarnação, porque o ser não se extingue. O Espiritismo demonstra, com a razão, a lógica e os fatos, que, não sendo a alma o produto das conjunções físico-químicas, mas, sim, o agente produtor desses fenômenos, e continua a existir, cessada a sua ação sobre o organismo.
A morte é o despimento do invólucro material, é o abandono do Espírito do seu envoltório carnal. Não sendo este estável, fixo, pois que a matéria corporal se acha sempre em transformação contínua, em mutações, devido ao fluxo e ao refluxo dos elementos que o compõem, não poderia esse agregado de substâncias que se substituem, a todos os momentos, gerar e manter um ser estável, dotado de memória e que se pronuncia com inteligência e virtudes crescentes, tal como observamos, absolutamente independentes dos alimentos que ingerimos, da água que bebemos, do ar que aspiramos.
O Espírito é o tudo dessa máquina humana, é o seu construtor, é o seu mantenedor (mens agitat molem).
O Espírito não é uma entidade abstrata e mitológica, um ser vago, indefinido que, semelhante a uma chama, se extingue quando acaba a vela. É um ser concreto, substancial, também constituído de matéria, quanto à sua parte exterior, mas de matéria ultrarradiante, em cujo corpo se caracterizam sentidos muito mais aperfeiçoados do que os que temos na terra.
O Espírito é um ente limitado pelo seu organismo etéreo, assim como, quando encarnado, (o homem) é limitado pelo seu organismo corpóreo-material.
A constituição do ser humano não é só biológica, física, mas, sim, meta-biológica, metafísica.
As fotografias dos duplos, as moldagens e impressões digitais demonstram, positivamente, a existência, em nós, dos duplos-etéreos, que constituem os nossos corpos espirituais, que não são atingidos nem pelo ferro, nem pelo fogo, nem pela morte.
Por isso é que dizemos: não há morte, mas, sim, separação do Espírito do corpo ou desencarnação. “O que é espírito é espírito, o que é corpo é corpo; há muita diferença entre um e outro”.
Uma é glória do corpo terrestre (glória efêmera); outra é a glória do corpo celestial (glória perene).
Deus não é “deus dos mortos”, mas, sim, dos vivos e, assim como Deus vive e viverá sempre, nós, que somos seus filhos, vivemos e também viveremos sempre.
Tal é a verdade experimental, estudada e que pode ser comprovada a qualquer hora.
Cairbar Schutel
Publicado em 26 de setembro de 1936
A expressão morte, em sua significação literal, não exprime a verdade do fenômeno, que nós, espíritas, com muito justa razão, denominamos desencarnação, porque o ser não se extingue. O Espiritismo demonstra, com a razão, a lógica e os fatos, que, não sendo a alma o produto das conjunções físico-químicas, mas, sim, o agente produtor desses fenômenos, e continua a existir, cessada a sua ação sobre o organismo.
A morte é o despimento do invólucro material, é o abandono do Espírito do seu envoltório carnal. Não sendo este estável, fixo, pois que a matéria corporal se acha sempre em transformação contínua, em mutações, devido ao fluxo e ao refluxo dos elementos que o compõem, não poderia esse agregado de substâncias que se substituem, a todos os momentos, gerar e manter um ser estável, dotado de memória e que se pronuncia com inteligência e virtudes crescentes, tal como observamos, absolutamente independentes dos alimentos que ingerimos, da água que bebemos, do ar que aspiramos.
O Espírito é o tudo dessa máquina humana, é o seu construtor, é o seu mantenedor (mens agitat molem).
O Espírito não é uma entidade abstrata e mitológica, um ser vago, indefinido que, semelhante a uma chama, se extingue quando acaba a vela. É um ser concreto, substancial, também constituído de matéria, quanto à sua parte exterior, mas de matéria ultrarradiante, em cujo corpo se caracterizam sentidos muito mais aperfeiçoados do que os que temos na terra.
O Espírito é um ente limitado pelo seu organismo etéreo, assim como, quando encarnado, (o homem) é limitado pelo seu organismo corpóreo-material.
A constituição do ser humano não é só biológica, física, mas, sim, meta-biológica, metafísica.
As fotografias dos duplos, as moldagens e impressões digitais demonstram, positivamente, a existência, em nós, dos duplos-etéreos, que constituem os nossos corpos espirituais, que não são atingidos nem pelo ferro, nem pelo fogo, nem pela morte.
Por isso é que dizemos: não há morte, mas, sim, separação do Espírito do corpo ou desencarnação. “O que é espírito é espírito, o que é corpo é corpo; há muita diferença entre um e outro”.
Uma é glória do corpo terrestre (glória efêmera); outra é a glória do corpo celestial (glória perene).
Deus não é “deus dos mortos”, mas, sim, dos vivos e, assim como Deus vive e viverá sempre, nós, que somos seus filhos, vivemos e também viveremos sempre.
Tal é a verdade experimental, estudada e que pode ser comprovada a qualquer hora.
Ler Matéria - Jornal O CLARIM
Ideias
Redação
Para os Espíritos, principalmente para os Espíritos superiores, a ideia é tudo, a forma nada vale, coloca Kardec na Introdução de “O Livro dos Espíritos” (XIV).
As ideias, numa de suas acepções, representam a maneira particular de ver as coisas.
Como em tudo na vida, assim é e sempre foi com os princípios religiosos.
Em “O Evangelho segundo o Espiritismo”, capítulo XXIII, 12, explica o Codificador: Toda ideia nova forçosamente encontra oposição e nenhuma há que se implante sem lutas.
Há, portanto, uma gradação no campo das idéias, que guarda relação com o estado de conhecimento e/ou de elevação espiritual das pessoas.
A resistência na aceitação de ideias novas é sempre proporcional à importância dos resultados previstos – prossegue Kardec –, porque, quanto maior ela é, tanto mais numerosos são os interesses que fere. Se for notoriamente falsa, se for tida como inconsequente, ninguém se alarma; deixam-na todos passar, certos de que lhe falta vitalidade. Se, porém, é verdadeira, se assenta em sólida base, se lhe preveem futuro, um secreto pressentimento adverte os seus antagonistas de que constitui um perigo para eles e para ordem das coisas em cuja manutenção se empenham. Atiram-se, então, contra ela e contra os seus adeptos.
Assim, pois – continua –, a medida da importância e dos resultados de uma ideia nova se encontra na emoção que o seu aparecimento causa, na violência da oposição que provoca, bem como no grau e na persistência da ira de seus adversários.
Jesus vinha proclamar uma doutrina que solaparia, pela base, os abusos de viviam os fariseus, os escribas e os sacerdotes do Seu tempo. Imolaram-No, portanto, certos de que, matando o homem, matariam a ideia. Esta, porém, sobreviveu, porque era verdadeira; engrandeceu-se, porque correspondia aos desígnios de Deus.
O Clarim, fundado em 15-08-1905 por Cairbar Schutel, e que, assim, completa 105 anos de existência, foi e continua sendo veículo de ideias novas, espíritas, cristãs, revivendo os ensinamentos do Cristo, na sua essência.
Divulgando a reencarnação, a interação entre os dois planos da vida, a evolução do ser, foi também perseguido, confiscado, difamado.
Teve de vencer inúmeras dificuldades da época para sobreviver.
Seu fundador, determinado, levou adiante esse veículo de comunicação e as ideias que veiculava, e continua veiculando.
Ideias elevadas conduzem o ser humano à fraternidade, que será a pedra angular da nova ordem social – como assevera o Codificador no capítulo XVIII, 17, de “A Gênese”.
Mas – acrescenta –, não há fraternidade real, sólida, efetiva, se não assente em base inabalável e essa base é a fé, não a fé em tais dogmas particulares, que mudam com os tempos e os povos e que mutuamente se apedrejam, porquanto, anatematizando-se uns aos outros, alimentam o antagonismo, mas a fé nos princípios fundamentais que toda gente pode aceitar e aceitará; Deus, a alma, o futuro, o progresso individual indefinito, a perpetuidade das relações entre os seres.
Essa a fé que o Espiritismo faculta e que doravante será o eixo em torno do qual girará o gênero humano, quaisquer que sejam os cultos e as crenças particulares.
Que O Clarim, comprometido com a Doutrina Espírita, possa prosseguir sua trajetória de disseminar ideias nobres, elevadas.
Redação
Para os Espíritos, principalmente para os Espíritos superiores, a ideia é tudo, a forma nada vale, coloca Kardec na Introdução de “O Livro dos Espíritos” (XIV).
As ideias, numa de suas acepções, representam a maneira particular de ver as coisas.
Como em tudo na vida, assim é e sempre foi com os princípios religiosos.
Em “O Evangelho segundo o Espiritismo”, capítulo XXIII, 12, explica o Codificador: Toda ideia nova forçosamente encontra oposição e nenhuma há que se implante sem lutas.
Há, portanto, uma gradação no campo das idéias, que guarda relação com o estado de conhecimento e/ou de elevação espiritual das pessoas.
A resistência na aceitação de ideias novas é sempre proporcional à importância dos resultados previstos – prossegue Kardec –, porque, quanto maior ela é, tanto mais numerosos são os interesses que fere. Se for notoriamente falsa, se for tida como inconsequente, ninguém se alarma; deixam-na todos passar, certos de que lhe falta vitalidade. Se, porém, é verdadeira, se assenta em sólida base, se lhe preveem futuro, um secreto pressentimento adverte os seus antagonistas de que constitui um perigo para eles e para ordem das coisas em cuja manutenção se empenham. Atiram-se, então, contra ela e contra os seus adeptos.
Assim, pois – continua –, a medida da importância e dos resultados de uma ideia nova se encontra na emoção que o seu aparecimento causa, na violência da oposição que provoca, bem como no grau e na persistência da ira de seus adversários.
Jesus vinha proclamar uma doutrina que solaparia, pela base, os abusos de viviam os fariseus, os escribas e os sacerdotes do Seu tempo. Imolaram-No, portanto, certos de que, matando o homem, matariam a ideia. Esta, porém, sobreviveu, porque era verdadeira; engrandeceu-se, porque correspondia aos desígnios de Deus.
O Clarim, fundado em 15-08-1905 por Cairbar Schutel, e que, assim, completa 105 anos de existência, foi e continua sendo veículo de ideias novas, espíritas, cristãs, revivendo os ensinamentos do Cristo, na sua essência.
Divulgando a reencarnação, a interação entre os dois planos da vida, a evolução do ser, foi também perseguido, confiscado, difamado.
Teve de vencer inúmeras dificuldades da época para sobreviver.
Seu fundador, determinado, levou adiante esse veículo de comunicação e as ideias que veiculava, e continua veiculando.
Ideias elevadas conduzem o ser humano à fraternidade, que será a pedra angular da nova ordem social – como assevera o Codificador no capítulo XVIII, 17, de “A Gênese”.
Mas – acrescenta –, não há fraternidade real, sólida, efetiva, se não assente em base inabalável e essa base é a fé, não a fé em tais dogmas particulares, que mudam com os tempos e os povos e que mutuamente se apedrejam, porquanto, anatematizando-se uns aos outros, alimentam o antagonismo, mas a fé nos princípios fundamentais que toda gente pode aceitar e aceitará; Deus, a alma, o futuro, o progresso individual indefinito, a perpetuidade das relações entre os seres.
Essa a fé que o Espiritismo faculta e que doravante será o eixo em torno do qual girará o gênero humano, quaisquer que sejam os cultos e as crenças particulares.
Que O Clarim, comprometido com a Doutrina Espírita, possa prosseguir sua trajetória de disseminar ideias nobres, elevadas.
Instrução e espiritualização
Cairbar Schutel
Publicado na RIE em dezembro de 1932
Instrução e espiritualização são as bases fundamentais da civilização.
Um povo sem instrução traz em sua aura o caráter de um povo nômade, prejudicial a si próprio e aos demais povos com quem estabelece relações.
Não se pense, entretanto, que a instrução seja o único requisito da civilização. Instrução sem espiritualização é ainda mais prejudicial do que ignorância, porque o homem instruído que não cultiva a espiritualidade, faz reverter todo o seu saber para o mal, que ele julga ser um bem.
Vale mais a espiritualização sem instrução do que a instrução sem espiritualização.
A espiritualização do indivíduo é a pedra de toque por onde se conhece a sua elevação.
As letras podem envernizar, polir, aformosear a criatura exterior, mas só a espiritualidade pode caracterizar a alma do santo, do bom, do justo.
No nosso País há muita instrução mas pouca espiritualização; muita sabedoria e poucas virtudes, muitas palavras e quase nada de boas obras. Uma prova disso são os hospitais que se fecham por falta de recursos e outros que não se abrem por carência de auxílio.
O nosso povo supersticioso, fanático e cheio de crendices, não tem, entretanto, religião, quer dizer não trata da sua espiritualização; fala em Deus, mas não busca a Deus; tem Deus nos lábios mas não tem no coração.
É preciso que dissemine a instrução, mas é indispensável que se trabalhe para a espiritualização das gentes.
Se o nosso futuro Código for apresentado com feição genuinamente liberal, isento de influência das seitas degradantes que aferrolham a inteligência e impedem voos à razão; se os detentores do poder garantirem a todos os pensadores a palavra livre e fomentarem a instrução moral e espiritual do povo, a nossa bela pátria, além de se libertar dos parasitas que a infestam e que oprimem a consciência humana, dará um grande passo na conquista da Paz, da Fraternidade.
Precisamos de Paz, mas a paz não virá pela força das armas; só nascerá da convicção de que a paz é o elemento basilar para todos os grandes empreendimentos.
Precisamos de Fraternidade, mas esta não se fará por imposição de uma ou de outra facção, deste ou daquele partido guindado ao Poder, mas sim por meio de um ensino doutrinário suasivo, lógico, claro, racional, com direito a todos de livre-exame e de aceitação espontânea deste ou daquele princípio.
A Paz não é um elemento abstrato, assim como a Fraternidade não é uma simples manifestação sentimental; aquela é um todo concreto que exige trabalho da razão, critério, circunspecção no estudo, aclaração de ideias, assim como a Fraternidade, para o seu decisivo estabelecimento requer um estudo religioso todo baseado na Moral Cristã que prescreve o amor do próximo com os complementos de — “faze ao teu semelhante o que queres que ele te faça, e não faze o que queres que ele não te faça”.
Enfim, a instrução espiritual é que eleva e dignifica o homem conduzindo-o aos mais altos cimos, onde com forte razão pode ver os amplos e infinitos horizontes da Vida com todas as suas magnificências e esplendores.
A instrução intelectual desenvolve e prepara o cérebro para aquisições nobres, vivificadoras do Ideal, mas a instrução espiritual desvenda ao espírito o mistério da existência que tem sido uma caixa de segredo para as gerações passadas e grande maioria da geração atual.
Urge que a instrução seja sancionada pelos nossos governantes, mas a instrução popular, que ela se estenda a todas as cidades, vilas e aldeias; que homens desinteressados, mas que desejam o bem espiritual da coletividade, saiam como outrora os Apóstolos, dois a dois, de povoação em povoação, anunciando a todos os poderes desconhecidos do espírito, as maravilhas da redenção, a necessidade do cultivo espiritual, as vantagens do progresso animista, o modo real de encarar a Vida, na sua forma material perecível e psíquica imperecível.
Urge que o nosso Governo, sem “parti-pris”, proclame os direitos de liberdade do homem de acordo com a liberdade da coletividade, facultando assim o livre-pensamento e garantindo a palavra na praça pública a todos os “credos”, sem preferências nem exclusões.
É preciso que dentre os homens que se constituíram nossos governantes seja guardada uma severidade de costumes, absoluta isenção de manifestações sectário-religiosas, quando no desempenho das suas funções governativas. Os artigos da Lei não são feitos unicamente para os que são governados, mas também para os que governam, e a aliança, embora somente virtual de um chefe do poder com uma seita religiosa, traz como consequência a proteção a esta e o repúdio às demais formas de pensamento que geralmente se acham mais próximas da Verdade do que a privilegiada que se mantém, seja pela força da tradição, seja pelo número de seus adeptos que inconscientemente abraçam dogmas e artigos de fé insustentáveis, quando passados pelo crivo da razão.
A nova civilização que surge não quer viver na obscuridade, pede luz e a luz só se pode fazer pela instrução espiritual das massas, pela proclamação dos livres direitos de crer.
É preciso que se compreenda que esse trabalho de espiritualizar os povos não pode ser efetuado por uma seita religiosa, embora ela se proclame a da maioria da nação, porque então teríamos de cercear às demais os direitos de trabalharem também pelo progresso coletivo. Acresce ainda a circunstância de que ninguém pode afirmar que a maioria, só pelo fato de constituir maioria, represente a Verdade. A História nos ensina justamente o contrário.
Foram as maiorias que envenenaram Sócrates, humilharam Galileu, e condenaram a Cristo.
Todos os novos descobrimentos, todas as verdades novas sofreram o batismo de repúdio das grandes maiorias, que caluniaram e mataram seus descobridores.
Nas grandes maiorias é que prevalece a ignorância. Haja vistas no nosso País, no qual o analfabetismo atinge ao respeitável número de 80% da sua população!
É preciso que haja instrução e que a instrução não se limite à alfabetização, mas que ela tenha o poder de espiritualizar o homem, porque só a Espiritualidade nos aproxima de Deus.
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Publicado na RIE em dezembro de 1932
Instrução e espiritualização são as bases fundamentais da civilização.
Um povo sem instrução traz em sua aura o caráter de um povo nômade, prejudicial a si próprio e aos demais povos com quem estabelece relações.
Não se pense, entretanto, que a instrução seja o único requisito da civilização. Instrução sem espiritualização é ainda mais prejudicial do que ignorância, porque o homem instruído que não cultiva a espiritualidade, faz reverter todo o seu saber para o mal, que ele julga ser um bem.
Vale mais a espiritualização sem instrução do que a instrução sem espiritualização.
A espiritualização do indivíduo é a pedra de toque por onde se conhece a sua elevação.
As letras podem envernizar, polir, aformosear a criatura exterior, mas só a espiritualidade pode caracterizar a alma do santo, do bom, do justo.
No nosso País há muita instrução mas pouca espiritualização; muita sabedoria e poucas virtudes, muitas palavras e quase nada de boas obras. Uma prova disso são os hospitais que se fecham por falta de recursos e outros que não se abrem por carência de auxílio.
O nosso povo supersticioso, fanático e cheio de crendices, não tem, entretanto, religião, quer dizer não trata da sua espiritualização; fala em Deus, mas não busca a Deus; tem Deus nos lábios mas não tem no coração.
É preciso que dissemine a instrução, mas é indispensável que se trabalhe para a espiritualização das gentes.
Se o nosso futuro Código for apresentado com feição genuinamente liberal, isento de influência das seitas degradantes que aferrolham a inteligência e impedem voos à razão; se os detentores do poder garantirem a todos os pensadores a palavra livre e fomentarem a instrução moral e espiritual do povo, a nossa bela pátria, além de se libertar dos parasitas que a infestam e que oprimem a consciência humana, dará um grande passo na conquista da Paz, da Fraternidade.
Precisamos de Paz, mas a paz não virá pela força das armas; só nascerá da convicção de que a paz é o elemento basilar para todos os grandes empreendimentos.
Precisamos de Fraternidade, mas esta não se fará por imposição de uma ou de outra facção, deste ou daquele partido guindado ao Poder, mas sim por meio de um ensino doutrinário suasivo, lógico, claro, racional, com direito a todos de livre-exame e de aceitação espontânea deste ou daquele princípio.
A Paz não é um elemento abstrato, assim como a Fraternidade não é uma simples manifestação sentimental; aquela é um todo concreto que exige trabalho da razão, critério, circunspecção no estudo, aclaração de ideias, assim como a Fraternidade, para o seu decisivo estabelecimento requer um estudo religioso todo baseado na Moral Cristã que prescreve o amor do próximo com os complementos de — “faze ao teu semelhante o que queres que ele te faça, e não faze o que queres que ele não te faça”.
Enfim, a instrução espiritual é que eleva e dignifica o homem conduzindo-o aos mais altos cimos, onde com forte razão pode ver os amplos e infinitos horizontes da Vida com todas as suas magnificências e esplendores.
A instrução intelectual desenvolve e prepara o cérebro para aquisições nobres, vivificadoras do Ideal, mas a instrução espiritual desvenda ao espírito o mistério da existência que tem sido uma caixa de segredo para as gerações passadas e grande maioria da geração atual.
Urge que a instrução seja sancionada pelos nossos governantes, mas a instrução popular, que ela se estenda a todas as cidades, vilas e aldeias; que homens desinteressados, mas que desejam o bem espiritual da coletividade, saiam como outrora os Apóstolos, dois a dois, de povoação em povoação, anunciando a todos os poderes desconhecidos do espírito, as maravilhas da redenção, a necessidade do cultivo espiritual, as vantagens do progresso animista, o modo real de encarar a Vida, na sua forma material perecível e psíquica imperecível.
Urge que o nosso Governo, sem “parti-pris”, proclame os direitos de liberdade do homem de acordo com a liberdade da coletividade, facultando assim o livre-pensamento e garantindo a palavra na praça pública a todos os “credos”, sem preferências nem exclusões.
É preciso que dentre os homens que se constituíram nossos governantes seja guardada uma severidade de costumes, absoluta isenção de manifestações sectário-religiosas, quando no desempenho das suas funções governativas. Os artigos da Lei não são feitos unicamente para os que são governados, mas também para os que governam, e a aliança, embora somente virtual de um chefe do poder com uma seita religiosa, traz como consequência a proteção a esta e o repúdio às demais formas de pensamento que geralmente se acham mais próximas da Verdade do que a privilegiada que se mantém, seja pela força da tradição, seja pelo número de seus adeptos que inconscientemente abraçam dogmas e artigos de fé insustentáveis, quando passados pelo crivo da razão.
A nova civilização que surge não quer viver na obscuridade, pede luz e a luz só se pode fazer pela instrução espiritual das massas, pela proclamação dos livres direitos de crer.
É preciso que se compreenda que esse trabalho de espiritualizar os povos não pode ser efetuado por uma seita religiosa, embora ela se proclame a da maioria da nação, porque então teríamos de cercear às demais os direitos de trabalharem também pelo progresso coletivo. Acresce ainda a circunstância de que ninguém pode afirmar que a maioria, só pelo fato de constituir maioria, represente a Verdade. A História nos ensina justamente o contrário.
Foram as maiorias que envenenaram Sócrates, humilharam Galileu, e condenaram a Cristo.
Todos os novos descobrimentos, todas as verdades novas sofreram o batismo de repúdio das grandes maiorias, que caluniaram e mataram seus descobridores.
Nas grandes maiorias é que prevalece a ignorância. Haja vistas no nosso País, no qual o analfabetismo atinge ao respeitável número de 80% da sua população!
É preciso que haja instrução e que a instrução não se limite à alfabetização, mas que ela tenha o poder de espiritualizar o homem, porque só a Espiritualidade nos aproxima de Deus.
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Teoria tridimensional do inconsciente
Eliseu Mota Júnior
A descoberta da existência do inconsciente foi certamente uma das importantes façanhas intelectuais de Sigmund Freud, o célebre criador da psicanálise, ciência que estuda e procura solucionar os problemas emocionais que aturdem as pessoas, especialmente as neuroses e psicoses.
Para fins didáticos, Freud comparou a mente humana com um iceberg, um grande bloco de gelo flutuante onde o montículo superficial seria a consciência, enquanto que a imensa porção submersa representaria o inconsciente, contendo os traumas, frustrações, vontades reprimidas e desejos inconfessáveis. Esse material reprimido não consegue acessar diretamente o consciente, mas acaba emergindo na figura de sintomas neuróticos, sonhos e chistes ou atos falhos, presentes no que ele chamou de psicopatologia da vida cotidiana.
Desse modo, na visão freudiana, o inconsciente é um enorme subterrâneo de forças vitais invisíveis, motivando a maior parte dos pensamentos e ações conscientes do homem, além de ser o responsável por grande parte dos distúrbios psíquicos. Para ilustrar o processo de repressão e a necessária relação deste com a resistência, na sua segunda lição de psicanálise, Freud comparou o trauma psíquico a um sujeito presente numa sala onde ocorre uma conferência (consciente) e que passa a perturbar o ambiente. Por isso, a segurança o leva para o vestíbulo (inconsciente), de onde continua a perturbação, que só tem fim pela diplomacia do presidente da sessão, que o admite de volta à sala mediante compromisso de silêncio (papel do médico).
O trabalho de Freud é excelente. Mas, ignorando a realidade das vidas sucessivas, ele achava que todo o conteúdo do inconsciente ali foi alojado ao longo de uma única vida humana. Com isso, o inconsciente freudiano é unidimensional e insuficiente para tratar os transtornos rebeldes ou de difícil reconhecimento.
Diante dessa lacuna na teoria de seu antigo mestre, Carl Gustav Jung criou, além do inconsciente individual, o conceito de inconsciente coletivo ou transpessoal, depósito dos traços psíquicos evolutivos não apenas do homem, mas também incluindo resíduos de seus ancestrais pré-humanos e animais, denominados arquétipos ou imagens mitológicas, como os de um Ser Supremo, símbolos, mitos, lendas e narrativas religiosas.
Jung estava no caminho certo, porém, certamente temeroso de danos à sua reputação científica, não admitiu expressamente a reencarnação na sua estrutura do inconsciente, que ficou bidimensional e padece de muitas das insuficiências notadas na teoria freudiana.
Bem mais coerente, a teoria espírita do inconsciente é tridimensional, pois considera que o espírito humano, depois de estagiar como princípio inteligente nos reinos inferiores, formando o estrato pré-anímico do inconsciente, empreende uma longa caminhada a partir dos primatas, passando por incontáveis experiências em diversificadas condições de ordem pessoal, familiar, profissional e social, armazenando o conteúdo anímico do inconsciente, até chegar à personalidade atual, que teve início a partir da concepção e pode prosseguir até a mais longeva idade, reforçando o inconsciente com o seu material personímico.
Todo esse conteúdo se acha em estado latente no inconsciente humano e, nos casos de traumas psíquicos mais profundos, somente podem ser acessados pela análise da alma em sua plenitude (almanálise) e tratados através de métodos próprios, sobretudo da terapia de experiências passadas, além de possibilitar aos pais e educadores a observância das tendências instintivas e da conduta das crianças, a fim de educá-las com maior eficiência e encaminhá-las para as vocações que trouxeram de vidas anteriores.
Em conclusão, sob o ponto de vista espírita, todo o passado da pessoa humana, contido no imenso oceano do seu inconsciente tridimensional, deve servir como material de estudo e de terapia e não como instrumento de tortura.
Eliseu Mota Júnior
A descoberta da existência do inconsciente foi certamente uma das importantes façanhas intelectuais de Sigmund Freud, o célebre criador da psicanálise, ciência que estuda e procura solucionar os problemas emocionais que aturdem as pessoas, especialmente as neuroses e psicoses.
Para fins didáticos, Freud comparou a mente humana com um iceberg, um grande bloco de gelo flutuante onde o montículo superficial seria a consciência, enquanto que a imensa porção submersa representaria o inconsciente, contendo os traumas, frustrações, vontades reprimidas e desejos inconfessáveis. Esse material reprimido não consegue acessar diretamente o consciente, mas acaba emergindo na figura de sintomas neuróticos, sonhos e chistes ou atos falhos, presentes no que ele chamou de psicopatologia da vida cotidiana.
Desse modo, na visão freudiana, o inconsciente é um enorme subterrâneo de forças vitais invisíveis, motivando a maior parte dos pensamentos e ações conscientes do homem, além de ser o responsável por grande parte dos distúrbios psíquicos. Para ilustrar o processo de repressão e a necessária relação deste com a resistência, na sua segunda lição de psicanálise, Freud comparou o trauma psíquico a um sujeito presente numa sala onde ocorre uma conferência (consciente) e que passa a perturbar o ambiente. Por isso, a segurança o leva para o vestíbulo (inconsciente), de onde continua a perturbação, que só tem fim pela diplomacia do presidente da sessão, que o admite de volta à sala mediante compromisso de silêncio (papel do médico).
O trabalho de Freud é excelente. Mas, ignorando a realidade das vidas sucessivas, ele achava que todo o conteúdo do inconsciente ali foi alojado ao longo de uma única vida humana. Com isso, o inconsciente freudiano é unidimensional e insuficiente para tratar os transtornos rebeldes ou de difícil reconhecimento.
Diante dessa lacuna na teoria de seu antigo mestre, Carl Gustav Jung criou, além do inconsciente individual, o conceito de inconsciente coletivo ou transpessoal, depósito dos traços psíquicos evolutivos não apenas do homem, mas também incluindo resíduos de seus ancestrais pré-humanos e animais, denominados arquétipos ou imagens mitológicas, como os de um Ser Supremo, símbolos, mitos, lendas e narrativas religiosas.
Jung estava no caminho certo, porém, certamente temeroso de danos à sua reputação científica, não admitiu expressamente a reencarnação na sua estrutura do inconsciente, que ficou bidimensional e padece de muitas das insuficiências notadas na teoria freudiana.
Bem mais coerente, a teoria espírita do inconsciente é tridimensional, pois considera que o espírito humano, depois de estagiar como princípio inteligente nos reinos inferiores, formando o estrato pré-anímico do inconsciente, empreende uma longa caminhada a partir dos primatas, passando por incontáveis experiências em diversificadas condições de ordem pessoal, familiar, profissional e social, armazenando o conteúdo anímico do inconsciente, até chegar à personalidade atual, que teve início a partir da concepção e pode prosseguir até a mais longeva idade, reforçando o inconsciente com o seu material personímico.
Todo esse conteúdo se acha em estado latente no inconsciente humano e, nos casos de traumas psíquicos mais profundos, somente podem ser acessados pela análise da alma em sua plenitude (almanálise) e tratados através de métodos próprios, sobretudo da terapia de experiências passadas, além de possibilitar aos pais e educadores a observância das tendências instintivas e da conduta das crianças, a fim de educá-las com maior eficiência e encaminhá-las para as vocações que trouxeram de vidas anteriores.
Em conclusão, sob o ponto de vista espírita, todo o passado da pessoa humana, contido no imenso oceano do seu inconsciente tridimensional, deve servir como material de estudo e de terapia e não como instrumento de tortura.
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Prático e prática
Redação
O Espiritismo prático representa a base científica da Doutrina Espírita, apoiada na mediunidade.
É a interação entre os dois planos da vida, demonstrando a sobrevivência da alma, a realidade do mundo espiritual.
Ciência de observação, o Espiritismo constata, analisa, explica os fenômenos mediúnicos.
Orienta os médiuns, esclarece o mecanismo das comunicações, prepara os que se dedicam ao exercício do bem através das atividades medianímicas.
Importante o estudo sério do assunto aos que se dedicam a esse mister, como coloca Kardec na Introdução de “O Livro dos Médiuns”, obra que ampliou uma “Instrução Prática”, que havia escrito anteriormente.
O bom entendimento do norte dado pelo Codificador leva os que se ocupam dos trabalhos práticos como se costuma dizer, ao desinteresse pessoal, à modéstia e ao devotamento.
A prática do Espiritismo transcende esse lado prático, importante por representar canal entre os dois mundos, mas não único.
Da observação científica Kardec rumou para o lado filosófico, alicerçado em “O Livro dos Espíritos”, fundamentando a doutrina. É ele, portanto, a parte filosófica da ciência espírita.
A prática vai, ainda, além.
Apoiado na lógica e na razão, o estudioso da Doutrina Espírita sente a necessidade de aprimoramento moral, de fortalecimento da fé, de seguir os ensinamentos de Jesus.
Entende que ela, a Doutrina, é a revivescência do Cristianismo na sua pureza dos primeiros tempos da era cristã e, por isso mesmo, o Consolador prometido pelo Cristo a todos nós.
Dessa forma, compreende que a prática do Espiritismo tem a ver com a evolução do seu espírito, o desenvolvimento do potencial latente em seu ser, o exercício da caridade.
Vê na prática da solidariedade e da fraternidade a maneira ideal e correta de substituir suas imperfeições, gradativamente, por sentimentos elevados, única forma de alcançar sintonia satisfatória com benfeitores espirituais.
A maturidade espiritual alcança cada criatura no curso do tempo, fruto da lei do progresso. Seja pelo entendimento, seja pela dor, o ser humano caminha na direção da felicidade.
As programações reencarnatórias, elaboradas pelas cidades espirituais de luz que acompanham a trajetória de cada um, têm a finalidade de levá-lo gradativamente a estágios mais avançados de experiência, vivência, aprimoramento moral.
Equívocos do passado, muitas vezes seculares, podem ter gerado sofrimentos atrozes. Esse pretérito representa aprendizado, sobre o qual se deve construir um futuro melhor.
A prática do Espiritismo, que significa a prática do bem, é caminho ideal nessa direção.
Que se continue, pois, realizando, o lado prático do Espiritismo, bem conduzindo a potencialidade mediúnica em benefício do próximo, encarnado ou desencarnado; esse trabalho resulta também em lições, livros, mensagens, ideias elevadas, que o Alto busca passar à humanidade dentro de um planejamento superior.
Que se continue, também, realizando a prática do Espiritismo, investindo no autoaprimoramento e no bem geral, na reforma íntima e na prática da caridade, tanto material como moral.
Dessa forma, estar-se-á colaborando com Jesus, de alguma forma, na construção da Nova Era, do Mundo de Regeneração.
Redação
O Espiritismo prático representa a base científica da Doutrina Espírita, apoiada na mediunidade.
É a interação entre os dois planos da vida, demonstrando a sobrevivência da alma, a realidade do mundo espiritual.
Ciência de observação, o Espiritismo constata, analisa, explica os fenômenos mediúnicos.
Orienta os médiuns, esclarece o mecanismo das comunicações, prepara os que se dedicam ao exercício do bem através das atividades medianímicas.
Importante o estudo sério do assunto aos que se dedicam a esse mister, como coloca Kardec na Introdução de “O Livro dos Médiuns”, obra que ampliou uma “Instrução Prática”, que havia escrito anteriormente.
O bom entendimento do norte dado pelo Codificador leva os que se ocupam dos trabalhos práticos como se costuma dizer, ao desinteresse pessoal, à modéstia e ao devotamento.
A prática do Espiritismo transcende esse lado prático, importante por representar canal entre os dois mundos, mas não único.
Da observação científica Kardec rumou para o lado filosófico, alicerçado em “O Livro dos Espíritos”, fundamentando a doutrina. É ele, portanto, a parte filosófica da ciência espírita.
A prática vai, ainda, além.
Apoiado na lógica e na razão, o estudioso da Doutrina Espírita sente a necessidade de aprimoramento moral, de fortalecimento da fé, de seguir os ensinamentos de Jesus.
Entende que ela, a Doutrina, é a revivescência do Cristianismo na sua pureza dos primeiros tempos da era cristã e, por isso mesmo, o Consolador prometido pelo Cristo a todos nós.
Dessa forma, compreende que a prática do Espiritismo tem a ver com a evolução do seu espírito, o desenvolvimento do potencial latente em seu ser, o exercício da caridade.
Vê na prática da solidariedade e da fraternidade a maneira ideal e correta de substituir suas imperfeições, gradativamente, por sentimentos elevados, única forma de alcançar sintonia satisfatória com benfeitores espirituais.
A maturidade espiritual alcança cada criatura no curso do tempo, fruto da lei do progresso. Seja pelo entendimento, seja pela dor, o ser humano caminha na direção da felicidade.
As programações reencarnatórias, elaboradas pelas cidades espirituais de luz que acompanham a trajetória de cada um, têm a finalidade de levá-lo gradativamente a estágios mais avançados de experiência, vivência, aprimoramento moral.
Equívocos do passado, muitas vezes seculares, podem ter gerado sofrimentos atrozes. Esse pretérito representa aprendizado, sobre o qual se deve construir um futuro melhor.
A prática do Espiritismo, que significa a prática do bem, é caminho ideal nessa direção.
Que se continue, pois, realizando, o lado prático do Espiritismo, bem conduzindo a potencialidade mediúnica em benefício do próximo, encarnado ou desencarnado; esse trabalho resulta também em lições, livros, mensagens, ideias elevadas, que o Alto busca passar à humanidade dentro de um planejamento superior.
Que se continue, também, realizando a prática do Espiritismo, investindo no autoaprimoramento e no bem geral, na reforma íntima e na prática da caridade, tanto material como moral.
Dessa forma, estar-se-á colaborando com Jesus, de alguma forma, na construção da Nova Era, do Mundo de Regeneração.
sábado, 31 de julho de 2010
Atenção seguidores e amigos do Entendendo a Doutrina Espirita
Obrigado, muito obrigado pela colaboração de todos vocês, fico lisonjeada por saber que todos adoram participar no Blog.
Quero agradeçer a Deus por atender meus pedidos em relação a saude de minhã querida irmã Priscila , e quero agradeçer a todos os amigos e seguidores do Blog por tornarem isso possivél.
Continue todos a fazer o bem sem ostentação pois não é so nossos familiares que precisam de socorro mas sim todo este planeta que tem um Azul anil maravilhoso.
Muito obrigada e que a Paz do mestre possa estar com todos vocês!!!!!
Abraços Grande
Elaine
Quero agradeçer a Deus por atender meus pedidos em relação a saude de minhã querida irmã Priscila , e quero agradeçer a todos os amigos e seguidores do Blog por tornarem isso possivél.
Continue todos a fazer o bem sem ostentação pois não é so nossos familiares que precisam de socorro mas sim todo este planeta que tem um Azul anil maravilhoso.
Muito obrigada e que a Paz do mestre possa estar com todos vocês!!!!!
Abraços Grande
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