domingo, 20 de junho de 2010

Jornal "o Clarim"

A missão de cada um
Octávio Caúmo Serrano

A orientação acima é de Emanuel, mentor de Francisco Cândido Xavier.
Efetivamente, vivemos num planeta de provas e expiações. As provas, que são os testes com os quais nos deparamos diariamente, e as expiações que são a carga de erros que trazemos do passado, demandando reparação.
Apesar de serem estas as tarefas principais, todos temos igualmente uma missão. Ou mais de uma. Entre elas destacamos a luta pela evolução pessoal e a batalha pelo aprimoramento coletivo.
Quando Jesus nos ensinou, conforme capítulo XXIII de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, que quem fosse a Ele e não aborrecesse sua mãe, seu pai, seu cônjuge, seus filhos e irmãos não poderia ser seu discípulo, ensinava que a prioridade de cada um é a vida espiritual.
Como espíritas, sabemos que estamos na Terra em processo de aperfeiçoamento e que o próximo, parente ou não, é um instrumento para atingirmos esse objetivo. Não podemos crescer sozinhos porque é no contato com o semelhante que temos oportunidade de testar se já adquirimos virtudes. Como saber se somos pacientes sem que haja alguém testando a nossa paciência? Como saber se suportamos a ingratidão se não convivermos com o mal agradecido?
Aborrecer pai, mãe etc., significa dar prioridade ao mundo espiritual, compreendendo que o mundo material é provisório e circunstancial. Independente de qual seja a nossa posição na sociedade, podemos progredir e sair daqui melhor do que chegamos. Além disso, mesmo enquanto estamos aqui, podemos viver com mais alegria do que a miséria permite. Basta ser inteligentemente resignado. Não confundir resignação com passiva acomodação, mas entender que Deus autoriza tudo o que acontece a qualquer um de nós, porque é o que precisamos em cada momento.
Quando se fala em missão, logo nos vem à mente uma tarefa importante e grandiosa. Todavia há missões aparentemente modestas, mas de grande importância. O simples fato de casar e ter uma família sob nossa responsabilidade já nos torna um missionário. Teremos que receber espíritos para ajudá-los a crescer – os filhos – e, quase sempre, também aprender com eles. Podemos produzir cidadãos ou marginais, dependendo da formação que lhes damos. A partir daí, impossível imaginar como esse espírito pode interferir na sociedade.
Sem perceber, nós, que não temos uma missão de grande repercussão, podemos estar formando um importante missionário com tarefas programadas para a edificação da paz no mundo. Ou podemos criar um delinquente que irá marginalizar uma comunidade inteira pelo seu poder de liderança no campo do mal.
“Dá conta de tua administração” – Jesus (Lucas, 16:2). É a regra básica que nos leva a cumprir nossa verdadeira missão. Qual é a nossa administração? Não importa. Basta estar bem intencionados e ir fazendo que o céu sempre nos ajudará.
Com fé em Deus, sigamos em frente!

2 comentários:

Luciana Kotaka disse...

OLá amiga, pois saber qual é a nossa missão é uma grande questão, mas podemos ir desenvolvendo pequenas ações que no dia a dia tem grandes repercussões na vida de alguém, Empenho e estudo é o caminho. BJks querida

Francisco Amado disse...

Nossa missão é evoluir.